Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Partido Novo pede ao presidente do Supremo que reverta troca de relatoria no caso Alexandre de Moraes e Vorcaro

O Partido Novo pediu nessa segunda-feira (14) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que reverta a mudança de relatoria do procedimento que apura a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O partido também quer que o julgamento do caso seja retomado na Segunda Turma da Corte.

O pedido foi apresentado em dois agravos internos. Em uma das solicitações, o Novo contesta a decisão de Fachin que, no sábado (12), assumiu a relatoria da investigação envolvendo Moraes, que estava sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

Fachin justificou a mudança com base no regimento interno do STF, que estabelece que apurações preliminares envolvendo integrantes da própria Corte devem ser conduzidas pelo presidente do tribunal. A alteração ocorreu às vésperas da sessão plenária marcada para terça-feira (15), quando os ministros deverão analisar o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro.

O Novo pede que a relatoria volte para Mendonça e que o julgamento seja retomado pela Segunda Turma. Caso Fachin não reveja a decisão, o partido solicita que a questão seja submetida ao plenário do Supremo.

A legenda também questiona a suspensão de uma decisão tomada por Mendonça em 8 de setembro, quando o ministro determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Mendonça havia determinado ainda a abertura de apurações pela Corregedoria da PF.

A decisão sobre os delegados foi encaminhada à Segunda Turma. O julgamento chegou a ser iniciado, com votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, mas foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes. No dia seguinte, Fachin suspendeu as medidas determinadas por Mendonça.

Em pedido alternativo, o Novo afirma que, mesmo que seja mantida a suspensão do afastamento dos dois integrantes da PF, devem voltar a valer as determinações para que a Corregedoria da corporação investigue o caso e para interromper a produção e o compartilhamento dos relatórios de inteligência questionados.

A troca de relatoria ocorreu em meio à disputa entre Moraes e Mendonça dentro do STF. No início de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados do celular de Vorcaro. O documento registra mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes em 2025.

Em 15 de novembro daquele ano, Vorcaro perguntou ao ministro sobre o risco de ser preso e sobre a possibilidade de deixar o Brasil. No dia seguinte, voltou a questioná-lo sobre a possibilidade de uma prisão. As mensagens foram enviadas em formato de visualização única, e o conteúdo das eventuais respostas de Moraes não foi preservado no material obtido pela PF.

Na segunda-feira (14), o ministro Alexandre de Moraes também pediu a Fachin o levantamento do sigilo de uma petição relacionada ao caso Banco Master.

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Entenda como será o rito do julgamento do caso Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro no Supremo
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