Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Partidos que apoiaram Lula, além do PT, agora querem dois ministérios cada um

Os aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até tentaram separar as conversas pela aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Transição das demandas por espaço de poder – leia-se cargos e ministérios – do futuro governo, mas o esforço tem sido em vão.

Membros de União Brasil, PSD e MDB fizeram chegar a petistas que, ainda que haja mérito para a proposta prosperar no Congresso, cada legenda deve ser atendida com dois ministérios, além de indicações da “cota pessoal” para Simone Tebet (MDB), Alexandre Silveira (PSD) e Davi Alcolumbre (União).

Um senador do PT não identificado admitiu a pressão e, sob reserva, brincou que os partidos “querem um carinho”. A decisão, entretanto, deve partir do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que adiou a viagem a capital federal, Brasília (DF), esta semana por questão de saúde – passou por uma laringoscopia para retirada de leucoplasia da prega vocal esquerda no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Com o quadro, voltou a ganhar fôlego a alternativa de Renan Calheiros (MDB-AL) de abrir espaço no Orçamento via Tribunal de Contas da União (TCU).

A senadores reunidos na residência oficial do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na última quarta-feira (23), Calheiros disse que a articulação do PT pela PEC estava naufragando (em meio a demandas crescentes de congressistas) e que, diante da frustração, o melhor a fazer era recuar.

Segundo políticos a par das conversas, o presidente da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre, deseja ser ou o líder do futuro governo no Senado ou, ele mesmo, titular de uma das pastas derivadas do atual Ministério da Infraestrutura. A previsão é a de que a pasta seja repartida e uma parte volte a ser dedicada exclusivamente aos Transportes.

Alexandre Silveira (PSD-MG) foi ventilado para a presidência do Dnit, mas seus aliados acham pouco – ele já chefiou o órgão em 2004 e, após a passagem pelo Senado, teria se credenciado para assumir o posto de ministro.

Líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) deu pessoalmente um recado a Pacheco na noite de quarta: nenhuma PEC com valor acima de 80 bilhões de reais tem chance de passar no Senado, e que o ele deve alertar o presidente eleito da dificuldade.

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