Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026

Passaporte na Europa: ex-delegado descarta que Eliza Samudio esteja viva

O ex-delegado Edson Moreira, responsável pela investigação do caso Eliza Samudio, afirmou que o surgimento de um passaporte atribuído à mulher, encontrado em Portugal, não altera as conclusões do inquérito conduzido à época. O documento foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa na última semana e voltou a repercutir.

Em declaração pública, Moreira reforçou que não acredita que Eliza esteja viva ou residindo na Europa. Segundo ele, as investigações apontaram que a jovem foi assassinada em 2010, e o aparecimento do passaporte não representa, por si só, um novo elemento conclusivo.

De acordo com Edson Moreira, o passaporte não foi localizado durante a apuração inicial do caso. Para ele, o documento pode ter permanecido em posse de terceiros por anos antes de vir a público.

“O aparecimento do passaporte não quer dizer muita coisa. Ela podia ter deixado o documento com alguém”, afirmou o ex-delegado, destacando que diversos pertences de Eliza foram ocultados durante o desenrolar das investigações.

Moreira acrescentou que, caso haja reabertura ou aprofundamento do caso em relação ao documento, a apuração deveria ficar a cargo da Polícia Federal, responsável por investigar quem manteve o passaporte e em que circunstâncias ele chegou ao consulado brasileiro em Lisboa.

O ex-delegado também relembrou que, durante o processo, surgiram indícios de que Eliza esteve em Portugal antes de seu desaparecimento. Entre eles, fotografias que constariam nos autos judiciais, registrando um encontro dela com o jogador Cristiano Ronaldo.

Segundo Moreira, a presença de um carimbo português no passaporte é compatível com esse período, mas não indica qualquer desdobramento posterior ao crime investigado.

Em 2010, Eliza Samudio concedeu entrevista ao jornal Extra, na qual citou um breve envolvimento com Cristiano Ronaldo. À época, ela descreveu o jogador português de forma elogiosa e afirmou que o contato entre os dois continuava por meio do MSN, serviço de mensagens popular naquele período.

Eliza relatou ainda que havia se relacionado com outros jogadores de futebol e que já tinha viajado à Portugal e à Alemanha. No entanto, conforme informado, o passaporte encontrado apresentava apenas registro de entrada em território português.

A mãe de Eliza Samúdio, Sônia Moura, manifestou a tristeza que sente com a perda da filha, criticou a publicação das reportagens pela imprensa, dizendo que a história está cheia de lacunas, e que vai acionar as autoridades para obter respostas sobre o caso.

“Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade… Aprendi, da forma mais dura possível, que não se pode esperar humanidade, respeito ou atitudes profissionais de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir”, disse no primeiro trecho da nota divulgada nas redes sociais.

O crime contra Eliza foi cometido há 15 anos, mas o corpo dela nunca foi achado. Em 2013, Bruno foi sentenciado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro do filho da jovem. Ele foi para o regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

(Com informações do jornal O Tempo)

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Polícia

Após passar por exames, Bolsonaro deixa hospital em Brasília
Líder do PT pede investigação contra o deputado federal Nikolas Ferreira por montagem sobre prisão de Lula, e deputado diz que post foi “meme”
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play