Quarta-feira, 06 de maio de 2026

Pela primeira vez, cerimônia de acendimento da Chama Crioula é realizada em Caxias do Sul

Cerca de 1,5 mil representantes do movimento tradicionalista acompanharam o acendimento da Chama Crioula, na manhã desse sábado (16). Realizada pela primeira vez em Caxias do Sul (Serra Gaúcha), a cerimônia que abre os Festejos Farroupilhas contou com a participação de autoridadades como o prefeito Adiló Didomenico e o governador Eduardo Leite.

O evento foi promovido pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), e teve como local o Parque da Festa da Uva. Também compareceram o titular da pasta, Eduardo Loureiro, e da Secretaria de Turismo, Ronaldo Santini.

Representantes das 30 Regiões Tradicionalistas (RT) partiram dali em cavalgadas para distribuir a centelha da chama a todos os Centros de Tradições Gaúchas (CTG) do Rio Grande do Sul – um dos trajetos mais longos, até a Fronteira-Oeste, pode levar até 30 dias. No dia 14 de setembro, uma dessas centelhas acenderrá o candeeiro do Palácio Piratini, em Porto Alegre, iniciando oficialmente a Semana Farroupilha.

“O que nós cultivamos com a chama, com a pilcha e com as danças tradicionalistas revelam o espírito do povo gaúcho: amor a esta terra, compromisso com ela e a força para enfrentar desafios”, ressaltou Leite.

Ele enalteceu, ainda, o papel dos CTG durante as enchentes de maio do ano passado: “Quando fomos testados ao extremo, vimos os Centros de Tradições Gaúchas se transformarem em abrigos. Isso mostra nossa tradição viva, a força de nunca desistir e de lutar pelo futuro de nosso Estado”.

Chama Crioula

Reconhecida oficialmente como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Sul, a Chama Crioula é um dos símbolos mais significativos da identidade gaúcha. Sua primeira geração ocorreu em 7 de setembro de 1947, quando um grupo de jovens liderado por Paixão Côrtes retirou uma centelha da Pira da Pátria, em Porto Alegre.

Conforme a tradição gaúcha, a chama será mantida até o final da Semana Farroupilha em vigílias de 24 horas por dia nas entidades ligadas ao tradocionalismo.

Festejos Farroupilhas

A Semana Farroupilha é uma das celebrações mais emblemáticas da cultura gaúcha, realizada anualmente em setembro para homenagear a Revolução Farroupilha (1835-1845), movimento republicano que marcou profundamente a identidade do Rio Grande do Sul.

Durante esse período, ocorrem desfiles, acampamentos, apresentações artísticas e atividades que exaltam os valores, a história e as tradições do povo gaúcho. O tema escolhido pela Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas para este ano é “Ondas curtas para uma história longa – O centenário de Darcy Fagundes e os 70 anos do Grande Rodeio Coringa”.

O patrono da edição é o engenheiro-agrônomo, jornalista, escritor e artista plástico Mário Barbosa de Mattos, reconhecido por sua atuação na consolidação do MTG e por ser um dos fundadores do 35 CTG, primeiro Centro de Tradições Gaúchas. Ele completará 101 anos de idade em dezembro.

“A homenagem reforça o vínculo entre memória, arte e identidade regional, celebrando figuras que contribuíram significativamente para a construção e perpetuação da cultura do Estado”, ressalta texto publicado em estado.rs.gov.br.

A fim de ampliar a presença do tradicionalismo, neste ano a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) implementou um modelo inédito de financiamento, com o repasse de R$ 300 mil à Fundação Cultural Gaúcha, beneficiando diretamente as RTs envolvidas. Além disso, foram anunciados R$ 17 milhões para investimentos por meio do programa “Avançar Tchê”.

(Marcello Campos)

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