Sexta-feira, 13 de março de 2026

Pesquisa Genial/Quaest aponta intensificação na queda da confiança dos eleitores brasileiros no Supremo

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana aponta uma intensificação na queda da confiança dos eleitores brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF). Realizado em meio ao escândalo do Banco Master, que espirrou nos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o levantamento mostra um recuo de sete pontos percentuais na parcela que afirma confiar no Supremo: eram 50% em agosto de 2025 e agora são 43%.

Embora a confiança venha caindo desde novembro de 2022, logo após a última eleição, o ritmo de queda era menor nas rodadas anteriores da pesquisa. Já os que declararam não confiar no STF seguem em tendência de alta. Eram 47% e oscilaram positivamente no limite da margem de erro para 49%. É a primeira vez que os que não confiam superam os que confiam.

Ainda de acordo com o levantamento, 72% acham que o STF tem poder demais e 66% concordam que é importante votar em candidatos ao Senado que estejam comprometidos com o impeachment de ministros da Corte. Essa é a principal estratégia de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição para a Casa Alta.

A Quaest também questionou os eleitores sobre outros pontos envolvendo o Master. A maioria, 65%, disse saber que o ex-presidente do banco, Daniel Vorcaro foi preso, enquanto 33% não estavam cientes da notícia.

Para 40%, todas as instituições foram afetadas negativamente pelo escândalo. A lista apresentada pelo levantamento incluía opções individuais para o STF e o Judiciário (13%), o governo Bolsonaro (11%), o governo Lula (10%), o Banco Central (5%) e o Congresso (3%). Outros 17% não souberam ou não responderam.

Ainda sobre o impacto eleitoral do caso Master, 38% afirmaram que evitariam votar em candidatos associados ao escândalo, enquanto 29% disseram que levariam o tema em consideração na hora de decidir o voto e 20% responderam que o assunto não influenciaria na decisão.

O caso Master despertou o sinal amarelo no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente depois da Genial/Quaest mostrar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a empatar tecnicamente com o petista em um eventual segundo turno. A avaliação de Lula é que o escândalo serve como um “biombo” para esconder as realizações de sua gestão.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Um fundo pertencente a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, comprou uma fatia da participação de uma empresa pertencente ao ministro Dias Toffoli no resort Tayayá. O ministro inicialmente negou ser sócio do empreendimento, mas voltou atrás após um relatório da Polícia Federal. Na última quarta-feira (11), Toffoli se declarou suspeito para julgar tanto a prisão de Vorcaro como um pedido para instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Master.

Já Moraes foi arrastado para o escândalo porque o banco de Vorcaro assinou um contrato de R$ 129 milhões por três anos de serviço do escritório de advocacia de sua esposa, conforme revelado pelo jornal O Globo.

Mensagens encontradas no celular de Vorcaro também mostram conversas entre o ministro e o banqueiro no dia em que ele foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado.

Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF, defendeu o contrato em nota divulgada na terça-feira. Ela declarou que a atuação de seu escritório concentrou-se na implementação de mecanismos de compliance e na revisão do código de ética e conduta do Banco Master. Ela afirmou ter produzido 36 pareceres e realizado 94 reuniões de trabalho. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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