Sexta-feira, 09 de janeiro de 2026

Pesquisa inédita revela como anda a saúde sexual do brasileiro

Vinte anos após uma pesquisa icônica sobre a saúde sexual do brasileiro, um novo estudo inédito revela que a internet invadiu essa seara e redefiniu os comportamentos. Uma das primeiras mudanças notadas é a frequência. Segundo a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, que participou dos dois estudos, o ritmo diminuiu. Se há 20 anos a média era de duas a três vezes por semana, “hoje é muito mais duas ou uma do que três”.

Em compensação, o tempo da relação aumentou: a média subiu de 10 para 15 minutos. O motivo para o sexo mais longo, aponta a pesquisa, é uma maior valorização das preliminares, ligada “à necessidade da mulher de se satisfazer”, explica Carmita.

Apesar disso, uma reclamação de 2005 persiste. Vinte anos atrás, uma mulher reclamou que “eles são muito apressados”. Agora, Gisele, uma das participantes de um grupo diverso entrevistado pelo programa Fantástico, concorda: “A pessoa só pensa nele e tchau”.

O grande motor das mudanças foi a internet. A pesquisa aponta que o sexo virtual mudou a forma como se busca prazer. “Antes tinha que sair, buscar uma parceria”, diz Carmita. “Agora não tem esse problema. Na própria casa, em quatro paredes, diante de uma tela, essa pessoa faz sexo tantas vezes quanto sentir que precisa”, seja com pornografia ou aplicativos.

Esse comportamento tem tido consequências diretas. A primeira é o adiamento da iniciação presencial: em 2005, era principalmente a partir dos 15 anos; hoje, 30% dos brasileiros começam “depois dos 19 anos”. A segunda é a frustração no sexo real, já que “o contato que a maioria das pessoas tem com sexo na internet é muito diferente da realidade”, como disse Caio, um dos participantes.

O resultado dessa frustração é a falha no sexo presencial, gerando ansiedade e “temor de performance”. Isso afeta principalmente os homens: 71% deles admitem ter medo de não satisfazer a parceira.

O mundo virtual também mudou a forma como se encara a infidelidade. Embora 35% dos brasileiros admitam já ter traído, o que define uma traição se tornou complexo. Gisele acha que “tanto virtual quanto a presencial” é traição. Já Aerton vê nuances: “tem a coisa da curtida, tem a coisa da conversa, tem a coisa do comentário”.

Mitos

O estudo também derrubou mitos. Em 2005, a ideia era que homens faziam sexo por prazer e mulheres por afeto. Hoje, essa ideia é “fora de sentido”, diz Carmita. “Sexo e afeto são coisas completamente dissociadas”. Adriane atribui isso à mudança feminina: “A mulher está diferente de 20 anos atrás. A liberdade […] mudou demais. Se permite a falar não, a falar sim”.

Apesar de se falar mais sobre sexo, Carmita conclui que “nós não vencemos o preconceito”. Isso é visível na saúde: médicos apontam que, enquanto a mulher vai à ginecologista, “o menino sai do pediatra e não vai para ninguém”, convivendo com problemas por anos. Vinte anos atrás, a mulher precisava “ensinar o caminho” ao homem. Hoje, com tanta informação, “eles que lutem”, brinca Bia. As informações são do g1.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Comportamento

Proibidos de “falar mal” e zero pensão: os detalhes do acordo de divórcio de Nicole Kidman e Keith Urban
Vai viajar para a Europa? Ventos fortes e neve colocam países europeus em alerta
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play