Domingo, 15 de março de 2026

PL quer Zema como vice de Flávio para atrair o PSD

Enquanto o Flávio Bolsonaro (PL-RJ) joga parado e cresce nas pesquisas eleitorais, aliados do senador atuam para bombar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Alas do PL tentam convencer o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), a entrar na chapa como vice. O mineiro insiste em levar adiante a própria candidatura ao Planalto. Eventual acordo com Zema levaria o PL a apoiar Mateus Simões (PSD), vice-governador, ao executivo mineiro.

Bom para todos
Uma boa parte do PL resiste ao apoio a Simões, candidato de Zema, e prefere pedir votos para o senador Cleitinho (Republicanos).

Opções
O partido ainda não bateu o martelo sobre apoio ao governo mineiro. Está entre Simões, Cleitinho ou até candidatura própria.

Apoio estratégico
O PSD, que tem candidato ao Planalto, não deve cobrar dos mineiros a exclusividade do apoio. É a chance de o PL fechar com diretório.

Bom palanque
Simões também tem colado com o Nikolas Ferreira (PL) em agendas pelo Estado. O parlamentar foi o deputado mais votado em 2022.

Ex-diretor vai à justiça por cargo nos Correios
O ex-diretor de Operações dos Correios Paulo Penha foi do céu ao inferno com a demissão de Fabiano Silva dos Santos da presidência dos Correios. Agora, sob risco de demissão da estatal, Penha acionou a justiça e pediu um mandado de segurança para segurar ao menos o cargo de agente de correios. Fontes da estatal contam que a demissão teria ocorrido após escândalo de cabidão de emprego denunciado por uma empresa terceirizada que prestou serviços aos Correios.

Histórico ruim
A dupla teve uma passagem turbulenta em posições de gestão, incluindo denúncia de empresa, a GO2B, sendo achacada para empregar “amigos”

Deu ruim
No início do ano passado, Penha chegou a ser cotado para substituir Fabiano no comando da estatal, mas a coisa desandou.

Tico e Teco
Na esteira da demissão, Vinicius Moreno, que era assessor especial e chegado de Fabiano, também rodou.

Caminho
Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o caminho para restabelecer a credibilidade do Judiciário e do Senado “passa pelo impeachment” do ministro Alexandre de Moraes (STF).

Linha do tempo
Foi em 30 de julho de 2025 a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Não durou cinco meses. Em 12 de dezembro foi retirado da lista de “Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas” do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Previsão eleitoral
A plataforma de previsões e apostas Polymarket aponta que chances de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na eleição se aproximaram ainda mais nos últimos dias. O petista caiu para 45% e o senador subiu para 38,6%.

Decisão de cima
Lula disse que ele próprio proibiu a entrada no Brasil de Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado dos EUA que visitaria Jair Bolsonaro, enquanto o visto americano do seu ministro Alexandre Padilha (Saúde) estiver suspenso. O ministro “está protegido”, disse.

Risco objetivo
Após a batida policial contra jornalista no Maranhão, Bibo Nunes (PL-RS) alerta: “Liberdade de imprensa e expressão não pode ser relativizada. Quando ela começa a ser atingida, toda a democracia corre risco”.

Constrangimento geral
Durante discurso sobre como o Ozempic não pode ser “prêmio para relaxados”, Lula deu uma dedada no queixo do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do tipo “olha aqui, ó”. Foi respondido com sorriso amarelo de Paes.

Limites institucionais
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) condenou uso da política externa do Brasil por Lula para alimentar disputas ideológicas e perseguições. O deputado citou o caso do assessor de Donald Trump, com visto revogado por Lula.

Rolo sem fim
Já passam de 3,1 mil o número de requerimentos apresentados na CPMI que investiga a ladroagem contra idosos e pensionistas do INSS. Mais de 800 pedidos ainda aguardam apreciação pela comissão.

Pergunta em Brasília
A prisão do enrolado banqueiro Daniel Vorcaro é preventiva para quem?

PODER SEM PUDOR
Cupim no baralho
Figuraça folclórica em Florianópolis, onde virou nome de rua, o ex-assessor da Assembléia catarinense Alcides Ferreira era coletor de impostos em Indaial quando, endividado na jogatina, apostou com um juiz os móveis da coletoria e perdeu. Respondeu por telegrama ao então governador Udo Deeke, que o interpelara furioso com o sumiço dos móveis: “Exmo sr. Governador. Móveis coletoria cupim comeu. Alcides Ferreira, coletor.”

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Instagram: @diariodopoder

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