Domingo, 10 de maio de 2026

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9%, mostra Agência Nacional de Saúde Suplementar

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, a menor variação em cinco anos, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa é a menor média desde 2021, quando os reajustes foram de 6,43%, influenciados pela redução de atendimentos durante a pandemia de covid-19.

Os dados, referentes aos reajustes praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano, foram divulgados na sexta-feira (8) pela ANS, órgão regulador do setor. Nos anos anteriores, as médias foram: 15,74% em 2016; 14,24% em 2017; 11,96% em 2018; 10,55% em 2019; 7,71% em 2020; 11,48% em 2022; 14,13% em 2023; 13,18% em 2024; e 10,76% em 2025.

Apesar de menor em comparação com anos recentes, o reajuste de 9,9% supera o dobro da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 3,81% em fevereiro de 2026.

A ANS afirma que não considera adequada uma comparação direta entre a inflação e o reajuste dos planos de saúde. “O percentual calculado pela ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, diz a agência.

Saiba mais

Diferentemente dos planos individuais ou familiares, cujos reajustes são definidos pela ANS, os planos coletivos – contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – têm valores negociados livremente entre a contratante e a operadora ou administradora. Para planos com menos de 30 beneficiários, aplica-se o mesmo percentual por operadora. Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas tiveram reajuste médio de 8,71%, enquanto os com até 29 beneficiários registraram 13,48%. Segundo a ANS, 77% dos clientes estão em planos com 30 ou mais vidas.

Dados recentes da ANS, de março de 2026, indicam que o Brasil possuía 53 milhões de vínculos em planos de saúde, um aumento de 906 mil em relação ao ano anterior. Desses, 84 em cada 100 clientes estão em planos coletivos. Em 2025, o setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões, o maior já registrado, equivalente a cerca de R$ 6,20 para cada R$ 100 recebidos. (Com informações da Agência Brasil, Times Brasil e Folha de Brasília)

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