Sábado, 20 de julho de 2024

Polícia Federal abre inquérito para investigar as causas do apagão que atingiu 25 Estados e o Distrito Federal

A PF (Polícia Federal) abriu um inquérito para investigar as causas do apagão que atingiu 25 Estados, entre eles o Rio Grande do Sul, e o Distrito Federal no dia 15 deste mês.

Em nota, a PF afirmou que a investigação corre em sigilo e que “apura os crimes de sabotagem e atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública”.

A abertura do inquérito foi requisitada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ainda no dia do apagão. Em entrevista, Silveira afirmou ter enviado ofícios à PF e à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para apurar “eventuais dolos” no incidente.

“Por se tratar de um setor altamente sensível, além de determinar as apurações devidas e internas pelo ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico], Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] e nossas vinculadas, estou oficiando ao Ministério da Justiça para que seja encaminhado à Polícia Federal um pedido de instauração de inquérito policial para que apure com detalhes o que poderia ter ocorrido, além de diagnosticar apenas onde ocorreu”, disse o ministro na ocasião. “Vamos encaminhar tanto à PF quanto para a Abin a instauração de procedimentos para apurar eventuais dolos nesse ocorrido”, acrescentou.

Análise preliminar do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgada no dia 17, apontou que o desligamento de uma linha de transmissão da Chesf, subsidiária da Eletrobras, no Ceará desencadeou o apagão em todo o País.

A linha é a Quixadá-Forteleza II. Segundo o ONS, houve uma “atuação incorreta” do sistema de proteção, que desligou a linha sem que tenha havido curto-circuito no sistema elétrico.

De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, cerca de 29 milhões de unidades consumidoras, como residências, comércios, escolas e hospitais, foram afetadas pelo apagão em todos os Estados, com exceção de Roraima, que não foi afetado.

O operador afirmou, no entanto, que somente o evento no Ceará não poderia levar à interrupção do fornecimento de energia em todo País. O ONS deve concluir um relatório detalhado sobre a ocorrência em até 45 dias úteis. O prazo, segundo a assessoria do órgão, começou a contar no dia 16.

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