Quinta-feira, 09 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 9 de julho de 2026
A PF (Polícia Federal) apreendeu nesta quarta-feira (8) a última arma registrada no nome do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), uma espingarda localizada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha.
De acordo com o analista de segurança pública Elijonas Maia, a corporação considera que, com essa apreensão, todo o armamento que deveria ser devolvido já foi encontrado e as buscas estão encerradas.
A determinação para que as armas fossem entregues partiu do Supremo Tribunal Federal. “O STF manteve a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, mas, em contrapartida, ele tinha que entregar todas as armas que estavam em nome dele para continuar em casa”, explicou o analista.
Das dez armas registradas no nome do ex-presidente, nove já estavam com a Polícia Federal, entre elas, aquelas entregues pela defesa em 2023 e as devolvidas pelo Exército, também por determinação do STF. A décima arma, a espingarda, estava em uma loja de itens bélicos no Rio Grande do Sul.
“Após a repercussão do caso, o dono da loja avisou à Polícia Federal que estava com a arma que ele mesmo presenteou e transferiu ao nome do ex-presidente”, destacou Elijonas.
O proprietário do estabelecimento contou que Jair Bolsonaro nunca foi retirar o presente com ele e decidiu por entregá-la voluntariamente à PF.
A arma que gerou o principal imbróglio em torno do armamento de Bolsonaro foi uma pistola Glock. Ela foi apreendida pela Polícia Militar durante uma blitz no Distrito Federal, em posse de um militar do Exército que integrava a segurança do ex-presidente, e está atualmente em posse da Polícia Civil do DF.
De acordo com o ministro do STF Alexandre de Moraes, houve uma inconsistência de informações que motivou uma busca e apreensão na residência de Bolsonaro em Brasília, realizada também na quarta-feira, onde nada foi encontrado.
José Werick, diretor-geral da Polícia Civil do DF, afirmou ao analista da CNN que a arma já foi periciada e permanece sob custódia da corporação, uma vez que não há nenhuma decisão judicial determinando sua transferência para a Polícia Federal.
A avaliação dos integrantes da Polícia Federal, todas as dez armas que deveriam ser devolvidas já estão devidamente localizadas, encerrando assim a questão do armamento registrado em nome de Jair Bolsonaro.