Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na casa do governador do Acre

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em sua residência. Conforme Cameli, a ação envolve uma investigação que apura denúncia sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde ele foi aluno.

Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o governador afirmou que recebeu os agentes da PF em casa e prestou, “com tranquilidade e transparência”, todas as informações solicitadas. Segundo ele, os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro de origem privada, mantida como reserva financeira. O governador declarou que a comprovação da origem dos recursos será apresentada às autoridades.

Ainda de acordo com a nota, o chefe do Executivo estadual disse que se mantém sereno diante do ocorrido e agradeceu as manifestações de apoio recebidas. Procurada, a PF ainda não se manifestou sobre o caso.

“Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”, afirmou.

Além da ação desta quinta-feira, o governador do Acre já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal no âmbito da chamada Operação Ptolomeu, deflagrada em 2023 para investigar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos envolvendo a cúpula do governo estadual.

Cameli é o principal alvo da Operação Ptolomeu – investigação que deu origem a nove inquéritos que miram o governador, suspeito de desviar R$ 16 milhões.

Filiado ao partido Progressistas desde 2005, Cameli entrou na vida pública aos 28 anos, quando foi eleito deputado federal pelo Acre em 2006, cargo que ocupou até 2014, quando disputou o Senado Federal. Ele deixou o legislativo em 2018, ano em que se elegeu governador. Durante a ação desta quinta, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro que, segundo o governador, teria “origem privada” e era mantida como “reserva financeira”.

Em dezembro de 2025, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi votou para condenar Cameli a 25 anos de prisão por dispensa indevida de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ela também propôs a perda do cargo.

A ação em julgamento na Corte Especial do STJ é a primeira ofensiva decorrente da Operação Ptolomeu a ser analisada pelos ministros. Nela, a Procuradoria-Geral da República (PGR) atribui ao governador o papel de liderança em um suposto esquema de desvio de dinheiro em contratos públicos do Acre. Ele é apontado como o principal beneficiário dos desvios. (Com informações dos portais g1 e Terra)

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