Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 14 de janeiro de 2026
A Polícia Federal deflagrou nessa quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitos envolvendo o Banco Master. A ação teve 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, parentes dele e donos de empresas, além de sequestrar e bloquear bens no valor de R$ 5,7 bilhões.
O empresário e investidor Nelson Tanure também está entre os alvos, assim como o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Ele foi detido quando tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e solto em seguida. Também foi alvo o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos João Carlos Mansur.
Durante as diligências, a Polícia Federal apreendeu R$ 645 mil em espécie e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões. Os agentes ainda recolheram 39 celulares, 31 computadores e 30 armas. Os dados são de um balanço da PF sobre a segunda fase da Compliance Zero, que envolveu novos endereços do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Dias Toffoli
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o material apreendido seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), reconsiderando decisão anterior. Desta forma, o relator acolheu pedido do procurador-geral, Paulo Gonet. Antes, Toffoli havia definido a guarda do material na corte.
Mais cedo, o ministro do Supremo havia criticado a Polícia Federal e exigiu explicações em 24h do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, pelo não cumprimento dos prazos determinados por ele na segunda fase da operação Compliance Zero. Toffoli também determinou que todo o material apreendido seja lacrado e guardado no STF e não na PF, como de praxe.
O gabinete do ministro argumenta que o acautelamento imediato na corte tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes.
Mais tarde, no início da noite, ele reconsiderou essa decisão e determinou que o material apreendido fique sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A nova fase da operação mirou pessoas supostamente envolvidas em fraudes do banco Master por meio do uso de fundos de investimento. Essas aplicações participavam de um esquema bilionário de ciranda financeira para desvio de recursos e compra de ativos podres, como as chamadas cártulas, certificados de ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina).
O esquema começava com empréstimos feitos pelo Master a empresas. Essas companhias aplicavam em fundos da gestora Reag, que tinha até recentemente como presidente e sócio-fundador João Carlos Mansur, um dos alvos da operação da PF nesta quarta. Com informações da Folha de S. Paulo, O Globo, InfoMoney e O Estado de S. Paulo.