Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026

Polícia Federal nega trocar Bolsonaro de local após queixa sobre barulhos

A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (7) que não tem como trocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da cela na Superintendência da corporação, onde ele está custodiado. Também declarou que o espaço não tem como passar por reformas para diminuir o barulho do ar-condicionado. Segundo a PF, não há como trocar o ex-presidente de local e manter as mesmas condições de segurança. As informações foram prestadas após reclamação por parte da defesa de Bolsonaro acerca dos ruídos na sala.

“Em razão dessa proximidade com as áreas técnicas, há nível de ruído no ambiente. Contudo, é importante destacar que não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples, ou pontuais”, diz a PF na petição.

Na última segunda-feira (5), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu cinco dias para a PF fornecer informações sobre a reclamação da defesa sobre o barulho do ar-condicionado na cela onde Bolsonaro está custodiado.

Em petição enviada ao Supremo, a PF esclarece que:

“Quanto à mudança para outro local: não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional para instalação de Sala de Estado-Maior.
Quanto à redução/eliminação do ruído: não se vislumbra viabilidade no curto prazo, em razão da complexidade da intervenção, que demandaria paralisação prolongada das atividades da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por exames nesta quarta-feira (6), após sofrer uma queda enquanto dormia. Ele retornou para a PF por volta das 16h30, ainda nesta quarta.

A defesa do ex-presidente já teve pelo menos dois pedidos de prisão domiciliar negados pelo ministro Alexandre de Moraes.

O cardiologista Brasil Caiado, um dos médicos de Jair Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente caiu após tentar caminhar na sala da Polícia Federal (PF) em que está preso. Segundo Caiado, a suspeita de uma convulsão não foi confirmada com os exames realizados em Bolsonaro nesta quarta.

“Na madrugada de ontem, o presidente apresentou uma queda dentro de seu quarto da superintendência. Inicialmente, nós pensamos que fosse uma queda da cama, mas, posteriormente, conversando com ele, relembrando fatos […], nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, disse o médico.

“Em relação a crise convulsiva, não se confirmou pelo exame. Foi uma suspeita clínica. Fica no ar, mas provavelmente não [ocorreu]”, completou Brasil Caiado.

Boletim divulgado pela equipe médica do ex-presidente afirma não haver necessidade de “intervenção terapêutica” em Bolsonaro. Conforme Brasil Caiado, os exames apontaram um “traumatismo craniano leve” no ex-presidente e não há lesões intracranianas.

Ainda de acordo com o cardiologista, Bolsonaro não tem tido episódios de confusão mental, mas tem relatado tonturas e desequilíbrios.

“Quando ele foi reconstituir, em um primeiro momento, ontem [terça-feira, 6], ele não conseguia se lembrar exatamente. Tive que ir por dedução do que eu estava vendo do corpo dele. Hoje, nós estávamos reconstituindo e me parece que sim. Ele lembrou que havia levantado, que ele foi caindo”, relatou Caiado.

Segundo o médico, a lesão decorrente da queda “não é preocupante”. “A gente segue nas hipóteses diagnosticas e o que me chama mais atenção é a interação medicamentosa”, disse.

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