Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de março de 2026
A Polícia Federal (PF) se deparou com indícios de vazamento do caso Banco Master ao ir às ruas para fazer buscas e apreensões do caso Banco Master há dois meses, em janeiro de 2025. Àquela altura, a PF tinha 42 mandados por cumprir em cinco Estados, incluindo Minas Gerais. As informações são do portal UOL.
A nova fase da operação Compliance Zero avançava para apurar suspeitas de manipulação de mercado e lavagem de capitais. Além do próprio ex-presidente do Banco Master Daniel Vorcaro, os alvos incluíam seu cunhado, Fabiano Zettel, seu primo, Felipe Vorcaro, e o sócio da Gafisa, Ligga e Alliança Saúde, Nelson Tanure.
A PF teria se visto obrigada a forçar a entrada em uma mansão de Vorcaro em Trancoso (BA), onde havia seguranças privados, armados, que, a princípio, teriam resistido à entrada dos agentes. Um dos advogados do ex-presidente do Master já aguardava a PF do lado de fora da área residencial quando os agentes chegaram.
A defesa de Vorcaro nega. Diz que os seguranças privados não teriam oferecido resistência, acusou a PF de atirar nas fechaduras para entrar na mansão e atribuiu a presença de um advogado à prisão de Zettel na véspera. Ele iria embarcar para Dubai, Emirados Árabes Unidos, quando foi detido.
Na mesma Trancoso, a PF não teria encontrado o primo de Vorcaro quando chegou à sua casa. Apenas a babá, um bebê de seis meses e familiares estariam no local. A porta do quarto de Felipe e da esposa estaria aberta, o ar-condicionado ainda estaria ligado e os lençóis, revirados. Segundo a babá, o alvo teria ido à academia.
Suspeito de manter uma sociedade oculta com Vorcaro, o apartamento de Tanure na Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) estaria sendo esvaziado quando os agentes lá chegaram. A PF não teria encontrado nem celulares, veículos, joias e moedas em espécie nas buscas e apreensões contra o empresário.
Em Belo Horizonte, a PF não teria encontrado ninguém na casa de André Beraldo de Morais, mas apenas camas desarrumadas, roupas jogadas pelo chão e um cachorro “talvez da raça maltês”. Também havia uma série de armas e munições em uma sala-cofre, arrombada por um chaveiro, no quarto de André e uma arma de fácil acesso, carregada, fora da sala-cofre.
Os agentes ainda teriam encontrado apenas policiais militares à paisana ao chegar à casa de Fernando Vieira. Os militares teriam se identificado como seguranças privados. Lá, a PF teria apreendido várias armas e munições com diferentes calibres. Tanto Fernando quanto André são suspeitos de operar empresas fantasmas de Vorcaro.
Um dos únicos alvos que teriam sido encontrados em sua casa foi o diretor da Lormont Participações, Silvio Barreto da Silva. Mas os agentes tiveram que tocar a campainha repetidas vezes. Segundo a portaria, Silvio teria problemas de audição. A PF teria voltado a recorrer a um chaveiro, teria entrado na casa e encontrado o investigado ainda dormindo. (Com informações do portal UOL)