Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Polícia prende três pessoas e impede ataque terrorista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro impediu um ataque terrorista durante uma operação na capital, na região metropolitana e no interior do Estado, nesta segunda-feira (2). Três pessoas foram presas. Segundo a polícia, a ação programada pelos suspeitos aconteceria em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade.

De acordo com a corporação, a ação foi resultado de um trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que identificou grupos organizando manifestações antidemocráticas com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov. A ofensiva recebeu o nome de Operação Break Chain.

Segundo a Polícia Civil, dezenas de mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta segunda-feira, todos ligados aos investigados. Inicialmente, quatro pessoas eram alvo das medidas judiciais, mas, após novas informações levantadas pela inteligência policial, outros 13 suspeitos foram identificados ainda nesta manhã, o que levou à ampliação da operação com autorização da Justiça.

“Todos [os suspeitos] são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque”, afirmou a polícia.

As investigações começaram após a DRCI identificar grupos de mensagens e páginas em redes sociais criados para organizar atos antidemocráticos marcados para esta segunda-feira, às 14h, em vários Estados do País. No Rio, o protesto estava previsto para acontecer em frente à Alerj. Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, explicou que o grupo vinha planejando atentados a bomba, tinham tutoriais de explosivos caseiros e tinham como objetivo atacar autoridades, repartições públicas e grandes eventos.

“Esse grupo terrorista pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só aqui no Rio de Janeiro, mas em várias partes do Brasil”, afirmou o secretário.

Embora se apresentasse como apartidário e anticorrupção, o grupo, segundo a polícia, incitava e planejava atos de violência e terrorismo. As investigações apontam que os integrantes estimulavam ataques a estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades e centros políticos, com o objetivo de provocar pânico, desordem e caos social.

Durante as apurações, os policiais encontraram conteúdos voltados à radicalização e ao confronto, além de materiais e orientações para a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, e bombas caseiras com bolas de gude e pregos, o que, segundo a polícia, representava risco concreto à população.

Os investigados são suspeitos de crimes como incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. De acordo com a Polícia Civil, todos tinham participação ativa nos grupos ligados ao Rio de Janeiro e atuavam no incentivo direto às ações violentas, inclusive na escolha de locais considerados sensíveis do cenário político fluminense.

O delegado Luiz Lima, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, afirmou que as pautas do grupo eram genéricas:

“Eram bandeiras genéricas como combate à corrupção, contra o caso do Banco Master, contra os governantes atuais, mas sem especificar se eram estaduais, federais”.

“Era uma manifestação não pacífica que visava, segundo eles, incendiar o centro da cidade do Rio. O prédio da Assembleia Legislativa entre esses prédios”, afirmou o delegado.

O grupo envolvido com o plano no Brasil tinha cerca de 8 mil pessoas. A Polícia Civil afirmou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos.

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