Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de setembro de 2026
Um drone não identificado foi abatido pela segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (15), durante a sessão em que a Corte analisou processos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O equipamento sobrevoava a Praça dos Três Poderes, nas proximidades do prédio do Supremo, e foi derrubado por um sistema antidrone utilizado pelos agentes de segurança.
O responsável pelo aparelho não foi identificado pelas autoridades. O episódio ocorreu em meio a um esquema especial de segurança montado para a sessão do STF, que reuniu ministros, jornalistas, convidados e integrantes das forças de segurança em Brasília.
O acesso ao prédio principal e aos anexos da Corte passou por controles reforçados. Jornalistas e convidados foram submetidos a detectores de metais, enquanto policiais utilizaram cães farejadores para verificar a possibilidade de presença de materiais explosivos. Também houve atuação de atiradores de elite nas proximidades do tribunal.
Durante o julgamento, equipamentos antidrone permaneceram em operação na área da Praça dos Três Poderes. Segundo informações divulgadas pela Band, o aparelho foi identificado enquanto sobrevoava a região e acabou abatido pelo sistema de segurança.
As forças de segurança também proibiram manifestações públicas na praça durante a realização da sessão. A medida fez parte do planejamento adotado para controlar o acesso e a circulação nas imediações do Supremo.
O julgamento desta terça-feira (15) analisou questões relacionadas a investigações envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Na abertura da sessão, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que “não é um dia comum” e pediu aos colegas “sensatez, decoro e serenidade”.
A sessão foi marcada por divergências entre os ministros. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram para manter separadas as ações relacionadas a Moraes e Mendonça. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Moraes votaram pela análise conjunta, deixando o placar em 4 a 4.
Durante os debates, houve discussões entre ministros. Flávio Dino pediu vista do processo, interrompendo a análise. O pedido permite ao ministro mais tempo para examinar os autos antes de apresentar seu voto, já qu o voto de Dino para de contar, deixando em 4 a 3.
Também durante a sessão, Nunes Marques declarou-se impedido de participar da votação relacionada à investigação sobre Moraes. Dias Toffoli igualmente informou que não participaria da votação.
O esquema de segurança adotado pelo STF ocorreu em um contexto de atenção ampliada em torno da sessão. Além dos equipamentos antidrone, foram utilizados detectores de metais e outros mecanismos de controle nos acessos ao tribunal.
Antes do julgamento, Alexandre de Moraes havia se manifestado sobre as acusações relacionadas a conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro negou ter mantido os diálogos apontados nas investigações e classificou as anotações atribuídas ao empresário como “diálogos fantasiosos”.
O episódio envolvendo o drone ocorreu fora do plenário e não houve informação de que o aparelho carregasse explosivos ou qualquer outro tipo de material perigoso. As autoridades também não identificaram, até o momento, quem operava o equipamento.