Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Por que Bad Bunny recebeu só US$ 1.000 por seu show no intervalo do Super Bowl

Quanto Bad Bunny recebeu para se apresentar no intervalo do Super Bowl deste domingo? Bem pouco.

A NFL, National Football League, a liga do futebol americano dos Estados Unidos, cobre os custos do show, que podem chegar a milhões de dólares, mas os artistas —tanto o porto-riquenho como os que se apresentaram em edições anteriores— recebem o cachê mínimo estipulado pelo sindicato Screen Actors Guild-American Federation of Television and Radio Artists.

Isto equivale a cerca de US$ 1.000, ou R$ 5.200, uma quantia insignificante para megaestrelas como Bad Bunny, Rihanna e The Weeknd.

Os artistas aceitam o convite pela exposição gigantesca que o Super Bowl proporciona, o que pode acarretar mais streamings e convites para outros shows e apresentações futuras, como foi o caso de Shakira, Justin Timberlake e Bruno Mars, que já tocaram no intervalo.

“Quando você tem a oportunidade, como artista, de subir em um palco e alcançar 250 milhões de pessoas ao mesmo tempo, e isso sem contar as redes sociais, o streaming e a possibilidade de as pessoas assistirem novamente, acho que esse é um dos palcos mais importantes do entretenimento ao vivo”, disse Jon Barker, vice-presidente sênior e chefe global de grandes eventos da NFL, ao site The Athletic, do New York Times.

O show do intervalo do Super Bowl é um dos momentos de maior audiência da TV americana, e também extrapola as fronteiras do país. A performance deste domingo deu continuidade ao ótimo momento vivido pelo cantor. Seu disco “Debí Tirar Más Fotos” foi consagrado como álbum do ano no Grammy na semana passada, a primeira vez que um disco todo em espanhol fatura o prêmio máximo.

Bad Bunny foi o músico mais ouvido em 2025 no Spotify, com 19,8 bilhões de reproduções, e conquistou um marco histórico há uma semana, no Grammy: levou três troféus, inclusive o de álbum do ano; foi a primeira vez que um disco cantado em espanhol ganhou a principal estatueta da premiação americana.

Os superlativos também marcam a turnê de seu álbum mais recente, “Debí Tirar Más Fotos”. Os shows têm registrado máximas de arrecadação e público em países pelos quais já passaram, como a República Dominicana. Em 20 de fevereiro, a turnê chega ao Brasil, com duas apresentações em São Paulo. Com informações da Folha de São Paulo.

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