Terça-feira, 18 de junho de 2024

Por que o vinho de mirtilo pode ser o próximo superalimento? Entenda

A Universidade de Harvard o elegeu como um dos 5 alimentos que ajudam a viver mais, e desde então o Mirtilo está cada vez mais perto de ser considerado um superalimento em razão de seus micronutrientes como vitaminas e minerais, além de vários compostos com atividade antioxidante, que alguns cientistas acreditam que conferem benefícios à saúde das pessoas que os comem.

Segundo o pesquisador de longevidade Neil Paulvin, a fruta deveria ser chamada de “santo graal” dos alimentos para um envelhecimento saudável. Eles podem ser consumidos congelados, assados, ou até mesmo misturado em outros tipos de comida, ou saladas de frutas. O que pesquisadores da Universidade de Córdoba alegam agora é que ele pode ser consumido em forma de vinho para uma melhor degustação de suas propriedades nutricionais.

A equipe utilizou mirtilos colhidos em Huelva, no sul de Espanha, triturando-os e adicionando-os a uma solução de açúcar para perfazer um total de 8 litros de sumo de mirtilo, ao qual adicionaram um pouco de fermento. O suco foi analisado quanto à concentração dos compostos antioxidantes contidos – nomeadamente antocianinas, flavonóis, flavan-3-óis, taninos, vitamina C e a atividade antioxidante geral.

Em seguida, o suco foi separado em quantidades iguais em oito frascos diferentes, que foram divididos em dois grupos: um conjunto de quatro que entrou em banho-maria a 17ºC e os outros quatro a 21ºC. Em cada banho, dois dos frascos fermentaram apenas parcialmente, formando um vinho doce, enquanto os outros dois completaram a fermentação, formando um vinho seco.

Retirando uma pequena quantidade de vinho de cada um dos frascos, a equipe analisou as concentrações e atividades antioxidantes nas amostras de vinho e comparou o que encontrou com o suco original.

O estudo publicado na ACS Food Science & Technology mostrou que todos os vinhos produzidos, independentemente das diferenças de temperatura ou tempo de fermentação, apresentaram maior atividade antioxidante do que o sumo de mirtilo original.

Os pesquisadores perceberam que as diferentes condições revelaram resultados diferentes. Por exemplo, tempos de fermentação mais longos levaram a concentrações mais baixas de antocianinas, flavonóis e taninos, embora os níveis de flavan-3-ol na verdade tenham aumentado com o tempo.

O vinho mantido a uma temperatura mais elevada teve cerca de metade da quantidade de vitamina C do que o vinho fermentado a uma temperatura mais baixa.

“Os mirtilos vitivinícolas maximizam os benefícios da fruta, mas a temperatura e o tempo de fermentação influenciam significativamente a sua composição”, disseram os autores.

Mirtilo

A frutinha azul é conhecida por seu poder de prevenir infecções urinárias, proteger o coração e a microbiota. Por esses motivos, sua popularidade vem aumentando e hoje é elegida pelas pessoas de todo o mundo para manter as funções do corpo em equilíbrio.

A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NIH, sua sigla em inglês) menciona que, de acordo com diversos estudos, a ingestão moderada de mirtilos reduz o risco de desenvolver problemas cardíacos, diabetes tipo 2 e ajuda a manter um peso saudável.

Entre seus adeptos, encontra-se a atriz hollywoodiana Gwyneth Paltrow, adepta fervorosa de um estilo de vida mais saudável, que recomenda o consumo desta fruta em seus livros, através dos quais compartilha com o público alguns de seus hábitos, dicas e receitas.

Entre os benefícios, também podemos listar seu baixo valo calórico, estima-se que uma caixa com 125 gramas contém aproximadamente 71 calorias, 14,5 gramas de carboidratos, dos quais 2,4 gramas são fibras. Além de ter baixa quantidade de gordura e proteína.

A fruta também é rica em fitoquímicos, um grupo de vários compostos naturais que fazem parte das plantas e que proporcionam grandes benefícios ao organismo.

Entre eles está a quercetina que traz efeitos anti-inflamatórios e anti-histamínicos, favorecendo assim a saúde do intestino e, portanto, do resto do corpo. Isso porque este órgão está conectado a outros, como por exemplo o cérebro, através de neurotransmissores.

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Por que o vinho de mirtilo pode ser o próximo superalimento? Entenda

A Universidade de Harvard o elegeu como um dos 5 alimentos que ajudam a viver mais, e desde então o Mirtilo está cada vez mais perto de ser considerado um superalimento em razão de seus micronutrientes como vitaminas e minerais, além de vários compostos com atividade antioxidante, que alguns cientistas acreditam que conferem benefícios à saúde das pessoas que os comem.

Segundo o pesquisador de longevidade Neil Paulvin, a fruta deveria ser chamada de “santo graal” dos alimentos para um envelhecimento saudável. Eles podem ser consumidos congelados, assados, ou até mesmo misturado em outros tipos de comida, ou saladas de frutas. O que pesquisadores da Universidade de Córdoba alegam agora é que ele pode ser consumido em forma de vinho para uma melhor degustação de suas propriedades nutricionais.

A equipe utilizou mirtilos colhidos em Huelva, no sul de Espanha, triturando-os e adicionando-os a uma solução de açúcar para perfazer um total de 8 litros de sumo de mirtilo, ao qual adicionaram um pouco de fermento. O suco foi analisado quanto à concentração dos compostos antioxidantes contidos – nomeadamente antocianinas, flavonóis, flavan-3-óis, taninos, vitamina C e a atividade antioxidante geral.

Em seguida, o suco foi separado em quantidades iguais em oito frascos diferentes, que foram divididos em dois grupos: um conjunto de quatro que entrou em banho-maria a 17ºC e os outros quatro a 21ºC. Em cada banho, dois dos frascos fermentaram apenas parcialmente, formando um vinho doce, enquanto os outros dois completaram a fermentação, formando um vinho seco.

Retirando uma pequena quantidade de vinho de cada um dos frascos, a equipe analisou as concentrações e atividades antioxidantes nas amostras de vinho e comparou o que encontrou com o suco original.

O estudo publicado na ACS Food Science & Technology mostrou que todos os vinhos produzidos, independentemente das diferenças de temperatura ou tempo de fermentação, apresentaram maior atividade antioxidante do que o sumo de mirtilo original.

Os pesquisadores perceberam que as diferentes condições revelaram resultados diferentes. Por exemplo, tempos de fermentação mais longos levaram a concentrações mais baixas de antocianinas, flavonóis e taninos, embora os níveis de flavan-3-ol na verdade tenham aumentado com o tempo.

O vinho mantido a uma temperatura mais elevada teve cerca de metade da quantidade de vitamina C do que o vinho fermentado a uma temperatura mais baixa.

“Os mirtilos vitivinícolas maximizam os benefícios da fruta, mas a temperatura e o tempo de fermentação influenciam significativamente a sua composição”, disseram os autores.

Mirtilo

A frutinha azul é conhecida por seu poder de prevenir infecções urinárias, proteger o coração e a microbiota. Por esses motivos, sua popularidade vem aumentando e hoje é elegida pelas pessoas de todo o mundo para manter as funções do corpo em equilíbrio.

A Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (NIH, sua sigla em inglês) menciona que, de acordo com diversos estudos, a ingestão moderada de mirtilos reduz o risco de desenvolver problemas cardíacos, diabetes tipo 2 e ajuda a manter um peso saudável.

Entre seus adeptos, encontra-se a atriz hollywoodiana Gwyneth Paltrow, adepta fervorosa de um estilo de vida mais saudável, que recomenda o consumo desta fruta em seus livros, através dos quais compartilha com o público alguns de seus hábitos, dicas e receitas.

Entre os benefícios, também podemos listar seu baixo valo calórico, estima-se que uma caixa com 125 gramas contém aproximadamente 71 calorias, 14,5 gramas de carboidratos, dos quais 2,4 gramas são fibras. Além de ter baixa quantidade de gordura e proteína.

A fruta também é rica em fitoquímicos, um grupo de vários compostos naturais que fazem parte das plantas e que proporcionam grandes benefícios ao organismo.

Entre eles está a quercetina que traz efeitos anti-inflamatórios e anti-histamínicos, favorecendo assim a saúde do intestino e, portanto, do resto do corpo. Isso porque este órgão está conectado a outros, como por exemplo o cérebro, através de neurotransmissores.

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