Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 16 de fevereiro de 2026
Em período de férias e aumento do fluxo de viagens, inclusive a outros países, é preciso atenção ao risco de uma doença altamente contagiosa e capaz de causar quadros graves ou mesmo fatais, sobretudo em crianças: o sarampo. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Porto Alegre investiga três casos suspeitos notificados recentemente entre moradores da Capital.
O vírus do sarampo circula em diversos países e os casos vêm aumentando no mundo. Por isso, é fundamental manter a caderneta de vacinação atualizada e redobrar atenção aos sintomas. Em caso de febre e manchas vermelhas no corpo, associadas a tosse, coriza ou conjuntivite – especialmente após viagens internacional – a orientação é procurar atendimento médico imediato.
Trata-se de uma doença extremamente transmissível: nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar ao ter contato com o vírus. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todas as unidades de saúde da cidade.
O contágio ocorre por via aérea, quando um indivíduo infectado tosse, espirra, fala ou respira próxima de outros. Dentre as complicações da doença estão pneumonia, infecção de ouvido e inflamação no cérebro. Em alguns casos o desfecho pode ser fatal, sobretudo em crianças (zero a 12 anos incompletos).
No Rio Grande do Sul, o último óbito por sarampo foi registrado em 1997. Em 2025, Porto Alegre confirmou um caso da doença em pessoa com histórico de viagem aos Estados Unidos, provável local de infecção.
Imunização
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral. Deve ser imunizado quem nunca recebeu o fármaco, ou que estejam com esquema incompleto, bem como aqueles sem comprovante de vacinação.
A iminização é contraindicada para gestantes, mas lactantes podem receber a tríplice viral. Imunocomprometidos devem passar por avaliação médica antes da aplicação – situações específicas, aliás, são avaliadas individualmente nas unidades de saúde. Confira, a seguir, o esquema vacinal:
– 1 ano a 5 anos incompletos: uma dose de tríplice viral com 1 ano de idade e uma dose de tetra viral aos 15 meses de idade.
– 5 a 29 anos, que nunca foram vacinadas: duas doses da tríplice viral, com intervalo de um mês entre cada aplicação.
– 30 a 59 anos: uma dose da tríplice viral.
– Profissionais da saúde, independentemente da idade: duas doses da vacina tríplice viral.
– Contatos de suspeita devem conferir a condição vacinal, independentemente da idade.
(Marcello Campos)