Terça-feira, 23 de julho de 2024

Porto Alegre registra quase 8 mil casos de dengue no ano

Porto Alegre tem 7.933 casos confirmados de dengue em 2024 até o dia 15 de junho. Do total, 7.452 foram contraídos na cidade (autóctones), 309 são importados (infecção fora da cidade) e 172 têm local de infecção indeterminado.

Até o momento, houve oito óbitos por dengue entre moradores de Porto Alegre: sete do sexo feminino (um na faixa dos 21 aos 30 anos, três na faixa etária de 31 a 40 anos, um na faixa etária 50-60 anos, um na faixa etária dos 70 aos 80 anos e um na faixa acima de 80 anos) e um do sexo masculino, entre 70 a 80 anos.

O total de ocorrências suspeitas notificadas à Equipe de Vigilância de Doenças Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) soma 33.566 no ano. Em 2023, no mesmo período, foram 8.818 notificações e 6.050 casos confirmados. Os números são parciais e estão sujeitos à revisão.

Nas duas últimas semanas epidemiológicas, foram 145 casos confirmados, sendo 108 e 37, respectivamente. Em 2023, no mesmo período, foram 429 casos.

Os dados estão no boletim epidemiológico publicado nesta segunda-feira (17), pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS. O levantamento apresenta informações cumulativas até a semana epidemiológica 24 de 2024 (dados cumulativos, até 15 de junho).

A faixa etária dos 21 a 30 anos ainda mantém a maior proporção dos casos confirmados (18,2%), e a maioria dos pacientes são do sexo feminino (53,4%).

Os principais sintomas relatados são febre (referida em 7.269 casos, ou 93,7%), seguido por cefaleia (dor de cabeça), em 6.513 casos, e mialgia (dor no corpo), em 6.468 casos confirmados. Em todo este ano, os três sintomas são os prevalentes relatados pelos pacientes, sendo que mialgia e cefaleia se alternam em algumas semanas.

Nas duas semanas, foram confirmados casos em 52 bairros da cidade. Cumulativamente, todos os bairros da cidade registraram casos de dengue neste ano, evidenciando a necessidade de manter e reforçar a atuação sobre os reservatórios de mosquitos em cada região.

Neste momento, ainda de limpeza de imóveis e descarte de resíduos, com acúmulo de lixo em muitos locais da cidade e ocorrência de chuvas, é importante as pessoas estarem atentas a lixo reciclável/seco, plantas e recipientes expostos às chuvas e ao acúmulo de água. Também merecem atenção os depósitos fixos, como ralos, caixas d’água não vedadas e piscinas não tratadas, principais tipos de criadouros responsáveis pelos altos níveis de infestação de mosquitos em todas as regiões com casos de dengue na cidade.

 

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