Sexta-feira, 06 de novembro de 2026

Porto Alegre registra redução de 8% nas mortes no trânsito entre janeiro e outubro

Nos dez primeiros meses deste ano, foram contabilizados 66 acidentes fatais nas vias urbanas de Porto Alegre, que resultaram em 68 mortes, de acordo com balanço divulgado pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) nesta sexta-feira (6).

O número de óbitos é 8% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 73 acidentes fatais, com 74 mortes. Já a quantidade de sinistros fatais é 10% menor.

A queda se concentrou no segundo semestre: entre julho e outubro, foram 23 mortes, contra 29 no mesmo intervalo do ano passado, uma redução de 21%. O resultado chama atenção porque o ano começou com um cenário preocupante, com 20 mortes no primeiro bimestre, o maior número para o período em mais de dez anos, e chegou ao fim do primeiro semestre com 45 vítimas fatais, o mesmo número de 2024 e 2025.

“Iniciamos 2026 com um cenário muito grave e respondemos com ações integradas e baseadas em evidências. A instalação dos detectores de avanço de sinal nos cruzamentos mais perigosos da cidade, junto com a ampla divulgação desses locais, reforça uma mensagem clara: respeitar  o sinal é respeitar a vida. A redução das mortes nos últimos meses mostra que estamos no caminho certo. Ainda assim, cada morte é uma perda inaceitável e seguiremos investindo em fiscalização inteligente, infraestrutura e conscientização”, destacou o diretor-presidente da EPTC, Pedro Bisch Neto.

Os motociclistas seguem sendo o grupo mais vulnerável entre os condutores. Das 68 vítimas fatais, 35 eram condutores de veículos em geral e, destes, 27 pilotavam motocicletas, o equivalente a 77% dos condutores mortos. Somando os atropelamentos de pedestres e a morte de um ocupante (carona), esse tipo de veículo esteve envolvido em 38 das 68 mortes registradas no período (56% dos óbitos).

Na comparação com o mesmo período de 2025, o número de motociclistas mortos caiu 10%, de 30 para 27. Por outro lado, cresceram os atropelamentos fatais causados por motocicletas: foram dez pedestres mortos em 2026, contra seis em 2025. Assim, o total de mortes com envolvimento de motocicletas ficou praticamente igual (38 em 2026 e 37 em 2025), mas a participação desse veículo no total de óbitos passou de 50% para 56%.

A falta de habilitação também continua ligada às motos. Em 2026, 13 sinistros fatais tiveram ao menos um condutor sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou com a CNH irregular, e 12 deles (92%) envolviam motocicletas. No mesmo período de 2025, foram 16 casos, sendo 13 (81%) com motocicletas.

Os pedestres também representam parcela significativa das vítimas fatais. Foram 27 mortes, o que corresponde a 40% do total. Entre esses casos, dez pedestres foram atropelados por motocicletas, oito por ônibus urbanos e sete por automóveis. Houve ainda um atropelamento fatal por bicicleta e um por lotação.

O levantamento aponta ainda que 78% das vítimas eram do sexo masculino e que 56% dos óbitos ocorreram no próprio local do sinistro. A idade média das vítimas foi de 47 anos. Entre os motociclistas mortos, a média de idade foi de 31 anos. Os idosos somaram 19 vítimas fatais, 28% do total, e 73% deles eram pedestres.

Quanto à distribuição geográfica, a Zona Leste concentrou o maior número de acidentes com morte, com 24 registros. Em seguida, aparecem as zonas Sul, com 19, Norte, com 13, e Centro, com dez ocorrências. A avenida Protásio Alves foi a via com mais sinistros fatais no período, com seis registros. Depois vêm a avenida Bento Gonçalves, com quatro, e as avenidas Farrapos, João Pessoa e João de Oliveira Remião, com três casos cada.

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