Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de março de 2024
Com foco na imunização de crianças, adolescentes e jovens de Porto Alegre contra diversas doenças, o programa itinerante “Rolê da Vacina” chega ao seu quarto ano de atividades a partir desta segunda-feira (4). A retomada tem como foco inicial estudantes de escolas públicas e ênfase na proteção contra o HPV (papiloma vírus humano), potencialmente causador de câncer de colo do útero e outras complicações.
A iniciativa é da prefeitura, que programou para as 9h um evento especial no Colégio Estadual Engenheiro Ildo Meneghetti – rua Eugênio Rodrigues nº 4.919, bairro Restinga (Zona Sul). Comparecerão o chefe do Executivo municipal, Sebastião Melo, e os titulares das secretarias da Saúde (SMS), Fernando Ritter, e da Educação (Smed), José Paulo da Rosa, dentre outros convidados.
A ação conta com a parceria do Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC) e prosseguirá ao longo do ano, com visitas regulares de equipes da prefeitura a instituições de ensino. Além dos colégios, os postos da SMS estão engajados à iniciativa.
O “Rolê da Vacina” foi lançado pela prefeitura em agosto de 2021. Desde então, boa parte de suas edições teve como estratégia logística o envio de equipes a diferentes pontos de Porto Alegre, a bordo de unidades móveis da SMS, para aplicação de imunizantes e compartilhamento de informações ao público.
Saiba mais
O fármaco contra o HPVA é indicado tanto para meninas quanto para meninos e tem como esquema a aplicação da primeira dose dos 9 aos 15 anos incompletos, seguida pela segunda após um intervalo mínimo de seis meses.
É importante ressaltar que o procedimento é eficaz e seguro. A reação mais comum é um dor leve na área da injeção, a exemplo do que ocorre com quem recebe vacinas contra gripe ou covid, por exemplo.
Atualmente, a estatística oficial aponta uma baixa cobertura vacinal contra o HPV no Rio Grande do Sul. Dos 51,3 mil alunos matriculados na rede pública estadual das 497 cidades gaúchas e aptos a receber o imunizante, apenas 26,4 mil receberam a primeira dose e 15,2 mil completaram a etapa seguinte, o que equivale a índices de quase 52% e 30%, respectivamente.
O vírus é igualmente associado a outros tipos de câncer em mulheres e homens. Especialistas alertam que, no caso da doença que atinge o colo do útero, as taxas de incidência e mortalidade têm se mostrado elevadas, especialmente nos países em desenvolvimento.
(Marcello Campos)