Quinta-feira, 02 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 1 de abril de 2026
Mais de três anos e R$ 18,7 milhões após o início dos trabalhos, Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi) de Porto Alegre concluiu a recuperação estrutural e estética do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros (Centro Histórico). O projeto contemplou melhorias nas instalações elétrica, hidrossanitária e pluvial, impermeabilização de paredes e escadarias, recuperação de revestimentos e tratamento antipichação.
Também foram restaurados elementos originais, como escadas, soleiras, calçadas, postes de iluminação, ladrilhos e esquadrias de ferro e madeira, bem como as áreas internas das 31 lojas ao longo da extensão do viaduto. Outros beneficiamentos são o novo paisagismo, acessibilidade ampliada e iluminação cênica com sistema LED.
Com duas calçadas contínuas – cada qual passando sob duas escadarias – entre as ruas Fernando Machado e Jerônimo Coelho, o viaduto tem ainda um segmento superior que coincide com curto trecho da Duque de Caxias. No meio do caminho há dois acessos verticais, com degraus, ligando a parte de baixo à de cima.
Estes últimos estavam interditados há vários anos, mas agora voltam a ser utilizáveis pela população. Para isso, receberam estruturas de alumínio, fechamento em vidro e cobertura de policarbonato.
A obra teve início em dezembro de 2022, com prazo inicial de 18 meses. Intercorrências estruturais e os impactos da enchente de 2024 provocaram a prorrogação do cronograma. A empresa responsável, Concrejato, continua a realizar ajustes finais. A garantia dos serviços é de cinco anos, exceto em casos de depredação ou furto.
“A restauração do Viaduto Otávio Rocha integra um conjunto de iniciativas para modernizar o Centro Histórico”, ressalta o titular de Smoi, André Flores. “Trata-se de uma obra de alta complexidade, que exigiu dedicação das equipes pela importância funcional e simbólica para a cidade.”
Histórico
A construção do Viaduto Otávio Rocha começou em 1928, com desapropriações e terraplanagem da área onde hoje está a avenida Borges de Medeiros. O contrato foi firmado, na época, com a companhia alemã Dyckerhoff & Widmann, que concluiu os trabalhos em 1932.
Tombado pelo município em 1988, o viaduto passou por intervenções em 1997 e entre 2000 e 2001. Desde então, enfrentava problemas de degradação que motivaram a prefeitura a deflagrar o plano de restauro.
As lojas serão exploradas por duas empresas porto-alegrenses, definidas por meio de licitação. Ambas estão encarregadas de gerenciar o processo que deve resultar na ocupação desses espaços comerciais por estabelecimentos interessados.
(Marcello Campos)