Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 19 de janeiro de 2026
A prefeitura de Porto Alegre prorrogou até 19 de fevereiro o prazo para envio de projetos de adoção da Praça Otávio Rocha (Centro Histórico) e do Sítio do Laçador (Zona Norte). O processo tem por objetivo viabilizar, por meio de parceria com a iniciativa privada, a realização de investimentos na revitalização de ambas as áreas públicas.
Em contrapartida, o adotante poderá desenvolver atividades comerciais, sem pagamento de aluguel. Candidatos devem enviar proposta por e-mail, comforme detalhado no portal prefeitura.poa.br e também nos editais do certame, disponíveis para consulta online no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa).
A adoção da Praça Otávio Rocha (delimitada pela avenida Alberto Bins e ruas Senhor dos Passos e Otávio Rocha) inclui a estrutura da tradicional cafeteria, a ser reativada por quem assumir o espaço. O local chegou a ser revitalizado nos anos 2000, mas hoje se encontra em situação que em pouco lembra os seus melhores dias.
O titular da Secretaria Municipal de Parcerias (SMP), Giuseppe Riesgo, complementa: “A contrapartida exigida pela prefeitura é a manutenção constante, garantindo boas condições de uso. Queremos que esse patrimônio centenário volte a ser um lugar de convivência dos frequentadores do Centro Histórico”.
No caso do adotante do Sítio do Laçador (local que abriga na entrada da Capital a famosa estátua em homenagem ao gaúcho) também será permitida a instalação de um empreendimento no local. Adjunto da pasta, Fabiano Rheinheimer menciona algumas das possibilidades:
“Quem visitar o monumento poderá desfrutar, por exemplo, de uma operação de gastronomia, loja de conveniência ou ponto de recarga para carros elétricos. A criatividade fica por conta dos candidatos”.
Regras
– É necessário apresentar um projeto básico que atenda aos requisitos dos editais, incluindo plano de trabalho, cronograma de implantação e estimativa dos valores a serem investidos. A adoção terá validade de até quatro anos, podendo ser renovada por igual período.
– Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora, integrada por representantes de órgãos municipais, considerando-se critérios de seleção como viabilidade técnica, impacto urbanístico, agilidade na execução, sustentabilidade econômico-financeira, comprometimento com a conservação do espaço público, grau de inovação e experiências anteriores do proponente.
(Marcello Campos)