Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de janeiro de 2026
A Academia Britânica de Artes do Cinema (Bafta, por sua sigla em inglês), anunciou nessa terça-feira (27) os indicados à edição de 2026 da sua premiação anual, a maior do cinema no Reino Unido. A lista de concorrentes conta com quatro indicações para o Brasil.
O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, foi nominado em duas categorias, sendo a principal delas a de Melhor Filme em Idioma Não Inglês, no qual a obra concorrerá contra “Valor Sentimental” (Noruega), “Foi Apenas um Acidente” (França/Irã), “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia) e “Sirat” (Espanha).
A outra categoria disputada pelo longa será a de Melhor Roteiro Original, na qual também estão “Pecadores”, “Valor Sentimental”, “Marty Supreme” e “I Swear”.
Além das indicações de “O Agente Secreto”, o Brasil concorrerá em outras duas categorias, com filmes distintos.
Em Melhor Documentário, “Apocalipse nos Trópicos”, de Petra Costa, ficou entre os cinco finalistas, e enfrentará “A 2000 Metros de Andriivka”, “Seymour Hersh: Em Busca da Verdade”, “Mr. Nobody Against Putin” e “A Vizinha Perfeita”.
A outra indicação brasileira é através de um filme norte-americano, “Sonhos de Trem”, cujo fotógrafo, Adolpho Veloso, concorrerá a Melhor Fotografia. Os demais filmes indicados nessa categoria são “Pecadores”, “Frankenstein”, “Marty Supreme” e “Uma Batalha Após a Outra”.
Brasil no Batfa
“O Agente Secreto” é o sexto filme brasileiro a ser indicado ao prêmio de Melhor Filme em Idioma Não Inglês no Bafta.
A primeira vez que o país disputou essa estatueta foi marcada por uma vitória, em 1999, com “Central do Brasil”, de Walter Salles. O longa venceu a disputa contra “A Vida é Bela” (Itália), “Carne Trêmula” (Espanha) e “Le Bossu” (França).
Em 2002, outro filme dirigido por Salles, “Abril Despedaçado”, perdeu o prêmio para “Amores Perros”, do México. No ano seguinte, foi a vez de “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Katia Lund, concorrer na mesma categoria, mas acabou preterido por “Fale com Ela”, do diretor espanhol Pedro Almodóvar.
A quarta indicação, a terceira de Walter Salles, foi em 2005, e também terminou com vitória, mas com uma produção brasileira-argentina: o filme “Diários de Motocicleta”, que superou “A Voz do Coração” (França), “Má Educação” (Espanha), “Eterno Amor” (Estados Unidos) e “O Clã das Adagas Voadoras” (China).
Embora não seja um filme brasileiro, o britânico “A Esperança Vem do Lixo”, dirigido por Stephen Daldry e falado em português, com uma trama que se passa no Brasil, disputou o prêmio em 2015 e perdeu para “Ida”, uma co-produção entre Polônia e Dinamarca.
Finalmente, em 2025, o Brasil teve sua sexta indicação, a quarta de Walter Salles, com “Ainda Estou Aqui”, mas que foi derrotada por “Emilia Pérez” (França).
O diretor brasileiro Fernando Meirelles também disputou uma vez o prêmio de Melhor Direção, em 2008, pelo filme “O Jardineiro Fiel”, co-produção entre Reino Unido e Estados Unidos, mas perdeu o prêmio para o taiwanês Ang Lee, pelo filme norte-americano “O Segredo de Brokeback Montain”. (As informações são do g1 e OperaMundi)