Sábado, 02 de março de 2024

Preparação expõe estratégias da comissão técnica brasileira para chegar forte à Copa do Mundo

Bastou a bola rolar para que as imagens que mais repercutissem no Brasil sobre os treinamentos da Seleção Brasileira em Turim fossem de jogadores caídos, chuteiras fora do pé ou furadas, frutos de disputas que marcam a intensidade promovida pelo técnico Tite para a equipe. “Pressionou”, “Abafa até o final”, “Bola recuada não tem mais jogo”, entre outas expressões durante a última atividade comprovam a pegada como diretriz para Copa do Mundo.

O fundamento está longe de ser uma novidade e não gera nenhuma repercussão interna na comissão técnica. Mas a reação dos jogadores em campo não foi de tanta naturalidade assim. Pedro, que foi alvo das travas de Daniel Alves na atividade de terça-feira, chamou de “lance de treino” quando questionado sobre a dividida da véspera, mas no momento se assustou. Bruno Guimarães, que levou um pisão de Fabinho, disse que estava “de boa” após sair de campo mancando com cara de dor.

Outro que sofreu bastante foi Alex Telles, em dividida com Neymar, que o fez levar as mãos ao rosto em desespero. O atacante recebeu marcação do lateral, que quando tomou a frente levou uma joelhada no tornozelo. O camisa 10 saltou de forma imprudente para retomar a bola. Telles e Bruno retornaram ao treino após serem observados pelos médicos, sem qualquer problema mais grave. Ainda assim, as imagens repercutiram nas redes sociais, que se deparam com recortes curtos e fotos.

Fato é que a última movimentação em Turim teve um degrau a mais na escala de disputa. Quando Tite enfim colocou um time contra o outro e usou os 26 atletas no campo, saiu faísca. Marquinhos, que iniciou a atividade com um aquecimento diferenciado, pois vem de um problema muscular, sequer participou de todo o treino tático. O mesmo ocorreu com Danilo, que controlou a carga mais uma vez e saiu antes do fim.

Para quem observa de perto as atividades antes da viagem ao Catar, fica claro o trabalho da comissão técnica em não esticar a corda dos jogadores em termos físicos, mas nos poucos momentos em que puder reunir os atletas depois de estarem recuperados, vai exigir ao máximo de todos. Tite está mostrando que os jogadores vão entrar na disputa pelo título máximo do futebol com sangue nos olhos. Bom sinal.

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