Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 9 de fevereiro de 2026
Gabriel Galípolo disse ser grato por passar pelo caso Master sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe do BC participou de um evento da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).
“Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Eu quero sublinhar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, disse o presidente da autoridade regulatória.
“Muita gente pode dizer, ‘mas isso é uma garantia constitucional, está dada ali’. É isso mesmo. Mas termos essa certeza, essa tranquilidade que vamos poder trabalhar com essa devida autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo descoberto, o que não está sendo descoberto, e garantir essa proteção por parte do Presidente da República para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho é bastante importante”, completou Galípolo.
Em janeiro, Lula afirmou, em um evento em Maceió, que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”.
Galípolo também agradeceu ao apoio do ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o trabalho de Paulo Gonet, procurador-geral da República e da Polícia Federal.
Em sua fala, o presidente do BC defendeu a decisão de liquidar o banco de Daniel Vorcaro, diante de diversos vencimentos de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).
“Havia apenas R$ 4 milhões em caixa, já existia um processo administrativo sancionador em cima do banco desde o primeiro trimestre de 2025 porque ele estava mais de R$ 2,5 bilhões está atrás do compulsório, e, naquela semana, o banco tinha mais de R$ 120 milhões para pagar em CDBs”, disse Galípolo.
Compulsório é a fatia de dinheiro captado que os bancos devem depositar, obrigatoriamente, no BC.
“Você não pune a instituição e salva as pessoas. Você tenta salvar a instituição e pune as pessoas que possam ter feito mal”, disse o presidente do BC.
Segundo Galípolo, como o Master é um S3, ou seja, não é um dos maiores do país, sua liquidação não é tão difícil como foi a de instituições de maior peso sistêmico, como o Bamerindus.
O presidente do BC também destacou o trabalho do diretor Ailton de Aquino Santos na invetsigação do Master e agradeceu a todas as associações que declararam apoio ao BC em meio aos questionamentos sobre a liquidação do Master e às investigações conduzidas pelo ministro Jhonatan de Jesus (Tribunal de Contas da União do Brasil).
“É importante ressaltar, de novo, todo o apoio que temos tido das associações, das instituições, das federações, nesse processo em prol da transparência. Isso é muito importante. O apoio que a gente recebeu da opinião pública nesse processo de garantir a transparência.”