Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Presidente do Supremo anula investigação da Polícia Federal sobre ministro Dias Toffoli e grupo Master

Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, anulou e remeteu ao arquivo a investigação sobre o juiz José Antonio Dias Toffoli.

O presidente do STF era relator da ação de Arguição de Suspeição de Toffoli no caso Master — o processo “AS 244”, classificado como “sigiloso”. A decisão é definitiva, sem possibilidade de recurso, e foi tomada neste sábado (21/2).

Toffoli renunciou à relatoria do caso Master sob pressão das indicações feitas pela Polícia Federal, diretamente a Fachin, a respeito de negócios com o grupo privado, que é responsável por fraude bilionária no sistema financeiro.

Ao anular e arquivar a investigação contra Toffoli, o presidente do tribunal cumpriu um acordo interno, feito em reunião na véspera do Carnaval. Por unanimidade, confirmada em nota pública, os juízes do STF resolveram recusar a “arguição de suspeição”, apresentada a Fachin pela Polícia Federal, ao mesmo tempo em que julgaram a “plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” na relatoria do caso Master.

Entre as múltiplas consequências, duas se destacam. Uma delas é que, na prática, os dez juízes passam a compartilhar a responsabilidade pela investigação sobre a fraude bilionária, que só foi possível com a rede de apoio político construída pelos empresários do grupo Master no governo, no Congresso e no Judiciário. Outra é a permanência de Toffoli no caso. Ele foi deposto da relatoria, sob suspeita de conflito de interesses, mas segue com direito a voto no processo.

Fachin elogia decisões de Dino para penduricalhos e emendas parlamentares

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu a sessão do plenário de quinta-feira elogiando a atuação do ministro Flávio Dino, que comprou briga com o Congresso ao determinar regras para as emendas parlamentares e suspensão dos chamados “penduricalhos” fura-teto constitucional.

Mais cedo, Dino proibiu a criação de novas leis ou atos que estabeleçam benefícios que ultrapassem o teto do funcionalismo, incluindo os órgãos autônomos. A decisão, inclusive, vem um dia após de o presidente Lula vetar gratificação extrateto para o Congresso.

A manifestação de Fachin foi justificada pelo fato de Dino vai completar dois anos de Corte. Com informações da Revista Veja e do portal CBN.

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