Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de janeiro de 2026
Os presidentes do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, se reuniram nesta segunda-feira (12) na sede do BC, em Brasília, para tratarem da fiscalização do TCU em relação à liquidação extrajudicial do Banco Master.
Ao sair do encontro, Vital do Rêgo afirmou que o TCU terá acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo de liquidação do Master, determinada pelo próprio BC.
“Na reunião que fizemos hoje nós já definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatário, que só quem podia liquidar era o Banco Central, nunca discutimos isso e cabe ao TCU fazer análise dos documentos já a partir de hoje”, disse o presidente do TCU.
Recentemente, o TCU decidiu que faria uma inspeção no Banco Central, por decisão do ministro Jhonatan de Jesus. Na semana passada, contudo, o próprio magistrado recuou da decisão e determinou que a investida sobre o BC seja analisada pelo plenário da Corte, em sessão marcada para o dia 21 de janeiro.
Vital do Rêgo ponderou, no entanto, que o TCU não tem poder para reverter a liquidação do Master, mas que a inspeção deverá ser feita a pedido de Galípolo para que o Banco Central tenha “segurança jurídica”.
O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho disse ter recebido solidariedade por parte do Banco Central durante uma reunião.
“Ao presidente coube até aqui defender a competência do TCU, eu defendi e recebi a solidariedade do presidente do BC”, disse em coletiva de imprensa.
Após a reunião, o ministro do Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, disse por meio de nota que a conversa ocorreu em tom “amistoso e cooperativo”.
Na mesma linha conversou Vital do Rêgo com jornalistas. Ele disse que as autoridades do BC entenderam que o TCU é um “colaborador” nesse processo.
“O presidente Galípolo [do Banco Central] nos recebeu muito bem. Nós fizemos uma reunião com objetivos claros de dizimar qualquer tipo de dúvida a respeito da nossa competência”.
“Nós tivemos do BC as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório do TCU. Agradeço muito a forma como o BC se comportou”, acrescentou.
De acordo com ele, ambos as autoridades monetárias concordaram pela inspeção no Banco Central sobre a liquidação. Com informações da Revista Veja e do portal CNN.