Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026

Presidente dos Estados Unidos chama Maduro de “um cara violento” e diz que ele tentava imitar a sua forma de dançar

O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, como “um cara violento” em discurso nesta terça-feira (6). “Ele era um cara violento. Ele sobe lá e tenta imitar um pouco a minha dança. Mas ele é um cara violento”, disse Trump, em referência às frequentes aparições em público de Maduro nas quais ele dançava.

Trump discursou nesta terça-feira frente a uma plateia formada por congressistas de seu partido, o republicano, no Kennedy Center, em Washington. O centro teve seu nome recentemente alterado para Trump-Kennedy Center, depois de Trump colocar aliados na direção da entidade.

Antes de ser deposto e levado aos EUA, no último sábado (3), Maduro fazia aparições constantes em eventos e na rede de TV venezuelana cantando e dançando. No entanto, ele não parece ter imitado em nenhuma delas os trejeitos de Trump ao dançar “YMCA”, canção que tipicamente encerra seus comícios.

De acordo com uma reportagem do jornal americano “New York Times” publicada no domingo (4), as frequentes danças de Maduro em público foram decisivas para que Trump ordenasse a operação de captura em Caracas, por acreditar que o venezuelano estaria “zombando” da crise entre os dois países.

Durante sua fala nesta terça, Trump elogiou a operação militar no país sul-americano. “Foi tudo muito complexo. 152 aviões. Muitos falam sobre tropas em terra. Tínhamos muitas tropas em terra, mas foi impressionante. Pense bem: ninguém morreu, enquanto do outro lado, muita gente morreu. Infelizmente, digo isso, soldados, principalmente cubanos, muitos, muitos mortos. E eles sabiam que estávamos chegando e estavam protegidos, enquanto os nossos não. Sabe, os nossos saltavam de helicópteros e não tinham proteção.”

Acusações contra Maduro

Maduro foi formalmente acusado de narcoterrorismo em audiência em Nova York na segunda-feira, na qual ele se declarou inocente e disse ser um “prisioneiro de guerra”. Ele responderá pelos seguintes quatro crimes nos EUA, que foram descritos pela nova acusação do Departamento de Justiça:

Conspiração para o narcoterrorismo;
Conspiração para o tráfico de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadores para uso pelo narcotráfico.

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