Segunda-feira, 16 de março de 2026

Presidente dos Estados Unidos critica países aliados pela falta de “entusiasmo” em ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (16) os aliados de Washington pela resposta morna ao seu apelo para ajudar a proteger a navegação no Estreito de Ormuz durante a guerra dos EUA contra o Irã, mas acrescentou que “alguns países” já estão a caminho, sem citar quais. O mandatário americano também afirmou que as Forças Armadas já atacaram mais de 7 mil alvos em todo o Irã, “principalmente alvos comerciais e militares”.

“Alguns estão muito entusiasmados com isso, outros não. Alguns são países que ajudamos há muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não se mostraram tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo é importante para mim”, disse Trump durante uma reunião do Conselho do Centro Kennedy nesta segunda-feira, na Casa Branca, observando que a Europa, o Japão e outros países dependem do petróleo do Golfo Pérsico muito mais do que os Estados Unidos.

Trump acrescentou que, “durante 40 anos, estivemos protegendo vocês, e vocês não querem se envolver”, e que “encorajamos veementemente as outras nações a se envolverem conosco, e a se envolverem rapidamente e com grande entusiasmo”.

Durante a entrevista coletiva, Trump também afirmou que os EUA já “conseguiram uma redução de 90% nos lançamentos de mísseis balísticos e de 95% nos ataques com drones” do Irã, acrescentando que “os mísseis estão chegando aos poucos agora porque eles não têm muitos mísseis restantes”. Ainda segundo o republicano, as Forças Armadas dos EUA já afundaram ou destruíram mais de 100 navios da marinha iraniana na última semana e meia.

No sábado (14), Trump havia manifestado interesse em formar uma coalizão de países para garantir a segurança no estreito, por onde passa o petróleo extraído do Irã, do Iraque e das monarquias árabes do Golfo, atacadas por Teerã como forma de retaliação desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. O republicano incluiu a China na lista de países.

A recusa mais contundente ao seu esforço tardio para construir uma coalizão internacional contra o Irã veio, na segunda-feira, da Alemanha, cujo ministro da Defesa, Boris Pistorius, afirmou:

“Esta não é a nossa guerra; nós não a começamos”. Altos funcionários do Japão, Itália e Austrália disseram, também na segunda-feira, que seus países não participariam dos esforços para reabrir o Estreito de Ormuz. Outros se mostraram evasivos, incluindo França, Coreia do Sul e Reino Unido, cujo primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que seu país não seria “ arrastado para uma guerra mais ampla”. (Com informações de O Globo)

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