Sábado, 24 de janeiro de 2026

Presidente interina da Venezuela disse que foi ameaçada de morte após captura de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, contou a influenciadores digitais venezuelanos que ela e outros líderes chavistas foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia da captura de Nicolás Maduro, e que tiveram 15 minutos para escolher entre a colaboração ou a morte. As declarações de Delcy vieram à tona após o vazamento de uma gravação em vídeo de uma reunião presidida pelo então ministro das Comunicações e Informação venezuelano, Freddy Ñáñez, com influenciadores simpáticos ao regime — em um indicativo de que o governo tenta manter a narrativa interna, enquanto estabiliza a situação com os EUA.

“Dói… ter que assumir responsabilidades nessas circunstâncias”, disse Delcy, em uma chamada por telefone com Ñáñez, que aproxima o celular no viva voz de um microfone.

“As ameaças começaram no primeiro minuto em que sequestraram o presidente [Maduro]. Deram a Diosdado [Cabello, ministro do Interior], a Jorge [Rodríguez, irmão de Delcy e presidente do Congresso] e a mim 15 minutos para responder, ou nos matariam”, prosseguiu.

Não está claro como a gravação da reunião foi vazada. O assunto foi noticiado em primeira mão pelo site venezuelano La Hora de Venezuela, e posteriormente repercutido por outros veículos. O jornal The Guardian apontou que a gravação parece ter sido feita a partir de uma plataforma de videoconferência, e afirmou que embora a maioria dos influenciadores estivessem presencialmente no encontro, alguns participaram a partir de uma transmissão on-line.

Delcy falou por aproximadamente seis minutos na reunião, que durou mais de uma hora. Ainda de acordo com o relato da presidente, a parte americana teria informado inicialmente que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, teriam sido mortos, mas que ela, Rodríguez e Cabello teriam confrontado as ameaças e dito que “estavam prontos para compartilhar o mesmo destino”.

“E digo a vocês, mantemos essa declaração até hoje, porque as ameaças e a chantagem são constantes, e temos que prosseguir com paciência e prudência estratégica, com objetivos muito claros, irmãos e irmãs”, disse.

A presidente interina declarou ainda que o governo venezuelano não imaginava que os ataques americanos fossem ter a proporção que tiveram, com bombardeios na capital Caracas. Segundo ela, havia a expectativa de que os EUA atacariam a Venezuela, mas o governo de Maduro “não pensava” que seria “nessa natureza tão selvagem e criminal em uma confrontação tão desigual”, classificou.

Em sua fala, bastante motivada por um discurso político, Delcy também pediu que aliados não duvidassem de “ações que pudessem parecer pouco compreensíveis”, e assegurou que “a direção política está firmemente comprometida” com objetivos estratégicos em prol do país. Além disso, fez críticas aos “adversários”, aparentemente se referindo ao presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades americanas, mas sem citá-los nominalmente.

 

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