Segunda-feira, 16 de março de 2026

Primeira semana de guerra no Irã custou quase R$ 59 bilhões aos Estados Unidos, diz Pentágono ao Congresso

Autoridades do Pentágono informaram que a primeira semana da guerra contra o Irã custou mais de US$ 11,3 bilhões aos cofres públicos. A cifra foi revelada em uma reunião a portas fechadas com membros do Congresso e divulgada pelo “New York Times”, com base em revelações dos legisladores.

De acordo com o jornal, esse número pode ser maior ainda, já que ele não inclui a mobilização das Forças Armadas nos dias anteriores às agressões, como transferência de frotas, armamentos e pessoal ao Oriente Médio.

Em uma primeira estimativa, divulgada tanto pelo “NYT” quanto pelo “Washington Post”, militares de alta patente calcularam em US$ 5,6 bilhões (29,1 bilhões) o gasto dos EUA com munição apenas nos primeiros dois dias de ataques contra o Irã.

“A primeira onda do bombardeio utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154, cujo preço pode variar de US$ 578 mil a US$ 836 mil. A Marinha adquiriu 3.000 dessas bombas há quase duas décadas”, afirma o “NYT”.

“Desde então, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que passarão a utilizar bombas muito mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM). A ogiva de menor tamanho custa cerca de US$ 1.000, e o kit de direcionamento, aproximadamente US$ 38 mil.”

O Pentágono também admitiu que cerca de 140 de seus soldados ficaram feridos durante os dez primeiros dias de ataques. O reposicionamento foi feito logo após a agência Reuters apurar os números com duas fontes oficiais e publicar o relatório. Anteriormente, o órgão divulgava que apenas oito militares haviam ficado gravemente feridos.

Crítica dos republicanos

Os custos da guerra, as baixas militares e suas consequências no mercado internacional do petróleo já provocam divisões na própria base republicana. Parlamentares da legenda questionaram a aprovação de um pacote suplementar bilionário para financiar a guerra, temendo que a operação militar se transforme em um conflito prolongado e sem prazo definido.

Eles também manifestaram preocupações quanto ao aumento do combustível no país neste ano de eleições legislativas. Entre os críticos está o senador Rand Paul (Pennsylvania), que alertou que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia prejudicar os Estados Unidos politica e economicamente.

“Se ainda estivermos bombardeando o Irã com ação cinética — as pessoas não querem chamar isso de guerra — se ainda houver ação cinética que faça o petróleo ficar acima de 100 dólares, acho que vocês verão uma eleição desastrosa”, afirmou à Fox Business.

Israel e Estados Unidos bombardeiam alvos no Irã desde 28 de fevereiro. Em resposta, forças iranianas lançaram ataques contra o território israelense e bases americanas no Oriente Médio. (As informações são do g1 e Opera Mundi)

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