Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 23 de maio de 2023
Os deputados Ricardo Salles (PL-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) discutiram nesta terça-feira (23) durante a sessão de apresentação do plano de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Ricardo Salles é o relator do colegiado.
Durante pronunciamento, Talíria criticava a criação da CPI, que, para ela, é “uma tentativa da Câmara de criminalizar o MST”.
Ela também lembrou que o ex-ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal.
“Cresceu mais de 70% da violência no campo. Tem a ver com grilagem, tem a ver com madeireiros, tem a ver com garimpo ilegal. Aliás com crimes em que tem envolvimento do próprio relator, hoje investigado pela Polícia Federal. Eu estou falando de fatos”, afirmou a deputada.
Salles disse que vai abrir processo contra ela no Conselho de Ética da Câmara.
Em seguida, o primeiro vice-presidente da CPI, Kim Kataguiri (União Brasil-SP), interrompeu a fala da parlamentar e disse que apresentaria um questionamento, alegando que, de acordo com o regimento da Casa, nenhum deputado poderia se referir de “forma injuriosa” a membros do Legislativo.
Já fora do microfone, a deputada acrescentou: “E olha que eu nem chamei de bandido ou de marginal, com todo respeito.”
Salles, então, pediu a palavra e disse que representará contra a deputada no Conselho de Ética da Câmara.
“Vou pedir à Mesa para fazer a extração da fala da deputada para representação no Conselho de Ética”, afirmou.
A CPI do MST conta com 40 deputados ruralistas, ligados à FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), e apenas 14 governistas.
São 54 membros entre titulares e suplentes. O relator é o deputado Ricardo Salles (PL-SP) e o presidente, o deputado Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS).