Sexta-feira, 01 de julho de 2022

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Primeiro-ministro do Sudão é detido em prisão domiciliar

O primeiro-ministro do Sudão, Abdallah Hamdok, foi detido em prisão domiciliar por um grupo militar não identificado que cercou sua residência na capital do país, Cartum, na manhã desta segunda-feira (25), segundo o canal de TV Al Hadath. Outros quatro ministros e um membro do Conselho Soberano que controla o governo foram presos.

Líderes do movimento pró-democracia falaram em golpe de Estado e convocaram a população para ir às ruas. Pneus foram incendiados em alguns pontos de Cartum por manifestantes que portavam a bandeira sudanesa. Forças militares e paramilitares acompanham os protestos.

A TV Al-Arabiya informou que várias pessoas ficaram feridas após manifestantes e soldados entrarem em confronto perto de quartéis militares na capital. De acordo com a Al-Arabiya, o aeroporto de Cartum foi fechado e os voos internacionais suspensos. A internet na capital do Sudão foi cortada.

O Ministério da Informação afirmou que militares invadiram a sede de uma televisão na cidade de Omdurman, na região metropolitana de Cartum, e prenderam os funcionários da emissora.

Principal coalizão de ativistas no levante contra Omar al Bashir, que governou o Sudão entre 1989 e 2019, a SPA (Associação de Profissionais do Sudão) convocou greve geral e desobediência civil contra o que chamou de “golpe militar”.

“Convocamos as massas para que saiam às ruas e as ocupem, fechem todas as estradas com barricadas, façam uma greve geral, não cooperem com os golpistas e usem a desobediência civil para enfrentá-los”, disse o grupo em comunicado nas redes sociais.

O representante da ONU (Organização das Nações Unidas) Volker Perthes afirmou que a entidade está “profundamente preocupada com relatos de um golpe em curso no Sudão”.

Atualmente com um governo formado por civis e militares, o Sudão vive uma tensão política com polarização. Um grupo de manifestantes defende o governo civil e quer a saída dos militares do poder. Outro pede um governo militar para tirar o país da crise. Autoridades sudanesas e lideranças internacionais alertam para a escala de tensão no país – já abalado por uma tentativa fracassada de golpe em 21 de setembro.

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