Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

Procuradoria-Geral da República diz não ver desvio de finalidade de Bolsonaro na troca no comando da Polícia Federal

A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse, em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê desvio de finalidade nas trocas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no comando da Polícia Federal (PF).

No mês passado, Bolsonaro trocou o diretor-geral da PF, nomeando o ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça Márcio Nunes para o cargo no lugar de Paulo Maiurino.

A PGR opinou sobre um pedido feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em meio ao inquérito que apura possível interferência do presidente Bolsonaro na PF.

A investigação foi aberta após declaração do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pediu demissão do governo e, em seu pronunciamento de despedida, disse que o presidente teria tentado interferir na Polícia Federal para beneficiar familiares e aliados políticos.

No início do mês, porém, diante de nova troca no comando da PF, o senador Randolfe decidiu acionar o STF para que a nova mudança no órgão fosse investigada também.

A PGR argumentou que a tese levantada pelo senador – de que Bolsonaro estaria inferferindo novamente na PF– não foi acompanhada de provas.

“Tal argumentação é desprovida de qualquer suporte probatório mínimo que permita a inclusão de tal nomeação no contexto de investigação deste Inquérito e se revele suficiente para fundamentar a decretação de uma medida cautelar, tratando-se apenas de uma mera suposição por parte do requerente”, afirmou.

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