Quarta-feira, 07 de janeiro de 2026

Produção de asfalto em Porto Alegre bate recorde e ultrapassa 100 mil toneladas em 2025

Pela primeira vez, as usinas de asfalto da Restinga e do Sarandi, em Porto Alegre, ultrapassaram a marca de 100 mil toneladas produzidas em um ano, alcançando o recorde de 105,3 mil toneladas em 2025.

Agora sob gestão terceirizada, as unidades ampliaram a sua capacidade produtiva, segundo a prefeitura. Com esse aumento da produção, a prefeitura executou serviços de pavimentação e recuperação em 136 vias de diferentes regiões da cidade ao longo de 2025. Foram 60 quilômetros requalificados, totalizando R$ 72,6 milhões em investimentos no Programa Mais Asfalto.

“Esse é um marco importante para a nossa gestão, que tem priorizado investimentos na conservação viária, cuidando tanto das grandes avenidas quanto dos pequenos becos, levando mais qualidade de vida e dignidade aos moradores das comunidades”, disse o secretário municipal de Serviços Urbanos, Vitorino Baseggio.

Atualmente, 58,18% das vias asfaltadas de Porto Alegre estão em boas ou ótimas condições, conforme o Gipav-POA (Sistema de Gestão Integrada de Pavimentos), que utiliza inteligência artificial para monitorar a malha viária. O levantamento aponta ainda que 25,35% das vias estão em condição regular e 16,48% em mau estado. Desde outubro de 2024, quando o mapeamento começou, já foram percorridas 95,28% das vias asfaltadas da cidade, de acordo com a prefeitura.

Gipav-Poa

Desenvolvido pela empresa Intelicity, o sistema identifica buracos, fissuras, remendos e defeitos em tampas de poço de visita a partir de sensores e câmeras instalados em veículos. As informações são encaminhadas automaticamente para as equipes de manutenção. Atualmente, o monitoramento é feito por 30 veículos de aplicativo e dois oficiais, incluindo um autorizado a circular nos corredores de ônibus, permitindo a análise também nessas faixas.

Desde agosto, o Gipav está integrado à Central do Cidadão 156+POA. As ocorrências detectadas geram solicitações automáticas para atendimento das equipes, acelerando a resposta. O investimento é de R$ 2,85 milhões por ano, em contrato de dois anos.

Controle de qualidade

Antes de chegar às ruas, o material produzido pelas usinas de asfalto passa por rigoroso controle tecnológico em um laboratório contratado pela prefeitura. O local realiza análises do asfalto, solo e concreto e apoia obras estratégicas, como os diques de proteção. Os ensaios garantem conformidade técnica, resistência, durabilidade e segurança dos materiais utilizados em pavimentação, paradas de ônibus e pontes, conforme a prefeitura.

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