Segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Produtora do filme sobre Bolsonaro diz que não pretende ser um “novo Mauro Cid”

A produtora do filme “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),  Karina Ferreira da Gama, afirmou que sua função no projeto era produzir o longa e que não participava da gestão do fundo responsável pelos recursos. Ela também disse sofrer pressão para fazer uma delação e que não será um “novo Mauro Cid”.

As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil. Karina falou sobre as dificuldades financeiras enfrentadas durante a produção, a suspeita de que recursos do banqueiro Daniel Vorcaro tenham financiado o filme e as pressões que, segundo ela, sofreu para fazer uma delação premiada.

A produtora negou ter tido relação direta com Vorcaro ou com empresas ligadas ao banqueiro e afirmou que os contratos mantidos pela produtora são protegidos por cláusulas de sigilo e confidencialidade. Ela também negou que o filme tenha recebido recursos de emendas parlamentares e relatou ameaças que teriam partido de pessoas com quem teve relações profissionais e pessoais.

Karina foi alvo da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (10), que apura suposto desvio de emendas parlamentares. Duas investigações sobre o filme tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal): uma, sob relatoria do ministro Flávio Dino, trata das emendas; outra, com André Mendonça, apura os repasses de Vorcaro feitos a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Questionada sobre o investidor inicial do projeto, Karina afirmou que, para ela, sempre foi o fundo Havengate. Segundo a produtora, havia um investidor interessado no filme desde o início, mas o orçamento passou por ajustes conforme o roteiro avançava e a equipe definia atores, locações, câmeras e outros elementos da produção. Ela explicou que o primeiro orçamento era apenas uma estimativa e que o valor efetivo só poderia ser definido depois da decupagem do roteiro.

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