Sexta-feira, 19 de julho de 2024

Psicóloga que trabalha com público acima dos 50 diz que é preciso investir na autoestima e se sentir confortável consigo mesma

É claro que há muitas mulheres acima dos 50 anos que têm relacionamentos afetivos satisfatórios e estáveis, mas as que mais interessam à psicóloga e coach Jael Klein Coaracy, que tem pós-graduação em terapia cognitiva comportamental e trabalha com esse segmento, são aquelas que se sentem solitárias e as que estão mal acompanhadas.

Em seus atendimentos, já ouviu diversas variações da frase “quero um homem ao meu lado, ainda que não me satisfaça, nem me deixe feliz”. Na sua avaliação, o caminho é investir na construção da autoestima e entender que o mais importante é se sentir confortável:

“Infelizmente, quando a mulher não está bem consigo mesma, é bastante comum que, ao conhecer alguém que lhe interessa, ache preferível criar uma personagem que se encaixe no que imagina que são os desejos do outro. É o que eu chamo de fazer um número. O problema é que isso não vai torná-la atraente. O que as pessoas procuram é uma conexão, o que não acontece com quem não é autêntica e só está preocupada em agradar”.

Há nove anos morando nos Estados Unidos – primeiro no estado de Nova York e agora na Flórida – Jael analisa as diferenças culturais entre os dois países. Apesar de as figuras do “sugar daddy” e da “sugar mommy” (respectivamente, o homem e a mulher mais velhos que dão presentes ou bancam jovens em troca de sexo) existirem, afirma que relacionamentos de casais na faixa dos 60 ou 70 anos são cada vez mais frequentes:

“São viúvos e viúvas, divorciados e divorciadas que buscam pessoas com um repertório semelhante. Querem uma boa companhia, com quem possam viajar, se divertir e compartilhar experiências, sem exigências estéticas. O apelo da aparência não é tão forte quanto aqui. Ninguém pede desculpas pelo que é. Esse nível de exigência consigo mesma impede, inclusive, que as mulheres curtam o sexo, porque estão mais preocupadas em dar prazer aos parceiros. Se ela está autoconsciente demais, não relaxa, não goza”.

Na sua opinião, no Brasil há uma assimetria que valoriza excessivamente atributos físicos, que não são capazes de alimentar a convivência. Não critica procedimentos estéticos, mas ressalta: “não são dobrinhas de gordura ou celulite que definem uma relação”. Para a psicóloga, ninguém deveria ter preconceito contra sites de relacionamento, que abrem um leque maior de possibilidades de encontros. Entretanto, enfatiza que o principal é o convívio de igual para igual: “não podemos perder tempo com quem não nos dá valor”.

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Psicóloga que trabalha com público acima dos 50 diz que é preciso investir na autoestima e se sentir confortável consigo mesma

É claro que há muitas mulheres acima dos 50 anos que têm relacionamentos afetivos satisfatórios e estáveis, mas as que mais interessam à psicóloga e coach Jael Klein Coaracy, que tem pós-graduação em terapia cognitiva comportamental e trabalha com esse segmento, são aquelas que se sentem solitárias e as que estão mal acompanhadas.

Em seus atendimentos, já ouviu diversas variações da frase “quero um homem ao meu lado, ainda que não me satisfaça, nem me deixe feliz”. Na sua avaliação, o caminho é investir na construção da autoestima e entender que o mais importante é se sentir confortável:

“Infelizmente, quando a mulher não está bem consigo mesma, é bastante comum que, ao conhecer alguém que lhe interessa, ache preferível criar uma personagem que se encaixe no que imagina que são os desejos do outro. É o que eu chamo de fazer um número. O problema é que isso não vai torná-la atraente. O que as pessoas procuram é uma conexão, o que não acontece com quem não é autêntica e só está preocupada em agradar”.

Há nove anos morando nos Estados Unidos – primeiro no estado de Nova York e agora na Flórida – Jael analisa as diferenças culturais entre os dois países. Apesar de as figuras do “sugar daddy” e da “sugar mommy” (respectivamente, o homem e a mulher mais velhos que dão presentes ou bancam jovens em troca de sexo) existirem, afirma que relacionamentos de casais na faixa dos 60 ou 70 anos são cada vez mais frequentes:

“São viúvos e viúvas, divorciados e divorciadas que buscam pessoas com um repertório semelhante. Querem uma boa companhia, com quem possam viajar, se divertir e compartilhar experiências, sem exigências estéticas. O apelo da aparência não é tão forte quanto aqui. Ninguém pede desculpas pelo que é. Esse nível de exigência consigo mesma impede, inclusive, que as mulheres curtam o sexo, porque estão mais preocupadas em dar prazer aos parceiros. Se ela está autoconsciente demais, não relaxa, não goza”.

Na sua opinião, no Brasil há uma assimetria que valoriza excessivamente atributos físicos, que não são capazes de alimentar a convivência. Não critica procedimentos estéticos, mas ressalta: “não são dobrinhas de gordura ou celulite que definem uma relação”. Para a psicóloga, ninguém deveria ter preconceito contra sites de relacionamento, que abrem um leque maior de possibilidades de encontros. Entretanto, enfatiza que o principal é o convívio de igual para igual: “não podemos perder tempo com quem não nos dá valor”.

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