O pedido aumenta a pressão sobre a gestão de Campos Neto, em um momento em que o TCU (Tribunal de Contas da União) faz uma inspeção nos documentos que serviram de base para a decisão do Banco Central de decretar a liquidação do Banco Master.
O pente fino alcançará a gestão de Campos Neto, para averiguar como ocorreu a fiscalização do Master antes de 2024. A ideia do TCU é reconstruir e documentar a evolução do modelo de captação do banco e a existência de alertas e ações de supervisão do BC diante desse quadro.
Correia destaca que o escândalo do Master tem relação com a gestão de recursos de fundos de pensão. De acordo com o Ministério da Previdência, regimes de previdência próprios de estados e municípios aportaram quase R$ 2 bilhões no banco.
“Cumpre esclarecer que as ações adotadas por Roberto Campos Neto, enquanto Presidente do Banco Central do Brasil, especialmente no que se refere aos alertas emitidos sobre a realização, pelo Banco Master, de investimentos considerados insustentáveis, podem ter contribuído para a eclosão e a manutenção da denominada Farra do INSS”, argumentou o deputado.
Dessa forma, o petista diz que “tal circunstância reforça a necessidade de aprofundamento das investigações por esta Comissão, a fim de verificar eventuais omissões, falhas de supervisão ou insuficiência de medidas corretivas por parte da autoridade monetária”.
Roberto Campos Neto assumiu o comando do Banco Central em 2019, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Ele seguiu no comando da autoridade monetária até 2024, atravessando a primeira metade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Campos Neto e Lula travaram uma cruzada sobre a taxa básica de juros. Petistas culpam o ex-presidente do BC pela elevação da Selic, que chegou a 12,25%. Aliados de Campos Neto, porém, destacam que, durante a atual gestão de Gabriel Galípolo, indicado pelo petista, a taxa chegou a 15%.
Flávio
Em outra frente, a base governista tentará convocar Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência.
Ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS. O empresário é apontado pela PF (Polícia Federal) como um dos principais articuladores do esquema de fraudes. (Com informações da Folha de S.Paulo)