Domingo, 31 de agosto de 2025

Público intenso no primeiro dia de Expointer congestiona o trânsito e lota o estacionamento do Parque de Esteio

O Parque Assis Brasil, em Esteio (Região Metropolitana de Porto Alegre), recebeu milhares de visitantes neste sábado (30), primeiro dia da 48ª Expointer. Além do calor (que atingiu 35°C durante a tarde), o público enfrentou intensos congestionamentos de trânsito no entorno do evento, sobretudo na rodovia federal BR-116, e estacionamento lotado. A maior feira a céu aberto do agronegócio na América Latina continua até o próximo domingo (7).

A opção de transporte pelo trensurb facilitou os deslocamentos sem o uso de automóvel, em uma data que coincidiu com a retomada total do serviço em todas as 22 estações, após 15 meses de operação parcial devido aos impactos da enchente de maio do ano passado. Isso não impediu, porém, o fluxo definido como “frenético” pelo governo gaúcho ao repercutir o fato.

Essa lentidão no tráfego surpreendeu as autoridades, que esperavam maior mobilidade após o recente aprimoramento da infraestrutura de acesso ao evento. “A conclusão do viaduto na rodovia federal BR-116 e o funcionamento normal do Trensurb devem facilitar a chegada ao Parque”, com maior conforto aos visitantes”, escrevera o governo gaúcho dias antes.

Programação

A programação pode ser conferida diariamente, das 8h às 20h. Os ingressos custam R$ 20 para pedestres, com meia-entrada (R$ 10) para idosos (60 anos em diante), estudantes munidos de carteira oficial e pessoas com deficiência. Crianças de até 6 anos não pagam. Já o estacionamento para veículos custa R$ 50 (não inclui a entrada do motorista nem dos demais passageiros). Detalhes estão no site oficial expointer.rs.gov.br.

Maior feira agropecuária a céu aberto da América Latina, a Expointer é realizada pelo governo gaúcho, por meio da Seapi, com o apoio das entidades copromotoras. Na lista estão a prefeitura de Esteio, Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers) e Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).

Programação intensa

São centenas de atividades e eventos voltados ao setor, abrangendo itens como animais, máquinas, equipamentos, novidades, palestras e oficinas, muitas das quais no tradicional pavilhão da agricultura familiar. Há também amplo espaço para atrativos gastronômicos e manifestações culturais – na lista estão shows gratuitos, artesanato, degustações e até um parque de diversões.

O Pavilhão da Agricultura Familiar tem o maior número de participantes da história do evento. São 456 empreendimentos, superando os 413 do ano passado, o que evidencia o crescimento e a relevância da participação dos agricultores familiares na feira. Os inscritos representam 196 dos 497 municípios gaúchos, reforçando a presença da agricultura familiar em diferentes regiões do mapa gaúcho.

Natural de Esteio, Juliano Fetter, proprietário de academia, veio com a família – cunhado, irmão, esposa, avó e a pequena Luísa, agarrada no colo do pai:

“Ela veio logo pra ver os animais. Era uma coisa que a gente fazia muito quando eu era criança, com a minha família. E agora eu aproveitei esse final de semana”, afirmou Juliano. “Num lugar onde a gente se criou quando era mais novo. Vínhamos todos os anos pra cá. É bom poder lembrar um pouco também disso”.

Um pouco mais adiante, no Pavilhão Internacional, a Feira de Azeites mostrava produtores de diferentes regiões do Estado. O casal Paulo Corrêa Rodrigues, contador, e Iris Amaral Rodrigues, aposentada, foi atraído, em especial, pelo azeite de noz-pecã: “Na verdade, eu sou natural de Cachoeira do Sul e por lá se fala muito em noz-pecã”, contou Paulo, já acrescentando:

“Em primeiro lugar, minha origem vem no campo. Em segundo, isso aqui é uma demonstração da produção e da pujança do Brasil e, principalmente, do nosso Estado, né? Acho que toda pessoa que sai do campo tem esse sonho de que, mesmo se não tiver alguma coisa, que possa olhar e conhecer. Tem que prestigiar isso”.

(Marcello Campos)

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