Domingo, 21 de julho de 2024

Putin chega à Coreia do Norte após 24 anos em meio a estreitamento de laços entre países

O presidente russo Vladimir Putin chegou nesta terça-feira (18) à Coreia do Norte. Esta é a sua primeira visita em 24 anos ao país, que tem se tornado um de seus maiores aliados no cenário geopolítico mundial.

O encontro, que vai durar dois dias, acontece em meio a um estreitamento de laços entre Moscou e Pyongyang.

O líder norte-coreano Kim Jong Un estendeu um convite a Putin durante uma visita ao Extremo Oriente da Rússia em setembro de 2023. A última visita de Putin à Coreia do Norte foi em julho de 2000.

Em Washington, a Casa Branca declarou estar preocupada com o aprofundamento das relações entre Rússia e Coreia do Norte, e o Departamento de Estado dos EUA afirmou estar “bastante certo” de que Putin estaria buscando armas para apoiar sua guerra na Ucrânia.

O assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, disse que Rússia e Coreia do Norte podem assinar um acordo de parceria durante a visita, que incluiria questões de segurança.

Ushakov afirmou que o acordo não seria direcionado contra nenhum outro país, mas “delimitaria as perspectivas para uma cooperação futura, e será assinado levando em conta o que aconteceu entre nossos países nos últimos anos – no campo da política internacional, no campo da economia, levando em conta questões de segurança.”

O Ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e o responsável por energia de Putin, o Vice-Primeiro-Ministro Alexander Novak, farão parte da delegação.

Após a Coreia do Norte, Putin visitará o Vietnã nos dias 19 e 20 de junho, informou o Kremlin. Ambas as visitas eram esperadas, embora as datas não tivessem sido anunciadas previamente.

Washington afirma que a Coreia do Norte forneceu armas à Rússia para ajudar na luta na Ucrânia, embora Pyongyang e Moscou tenham negado repetidamente essa alegação.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, reiterou na segunda (17) as acusações de que a Coreia do Norte forneceu “dezenas de mísseis balísticos e mais de 11 mil contêineres de munições para a Rússia” para uso na Ucrânia.

Ele disse que os Estados Unidos viram Putin “ficar incrivelmente desesperado nos últimos meses” e buscar ajuda do Irã e da Coreia do Norte para compensar a perda de equipamentos no campo de batalha. “Estou bastante certo de que é isso que ele está fazendo,” disse Miller.

O vice-secretário de Estado dos EUA, Kurt Campbell, disse na semana passada que Washington estava preocupado com o que a Rússia daria à Coreia do Norte em troca.

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