Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Quase 30 criminosos são presos em operação contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no RS e em outros Estados

A Polícia Civil gaúcha deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Apakani para desarticular uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao tráfico de drogas no RS e em outros Estados. A ação integra a Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Vinte e sete criminosos foram presos.

Os agentes cumpriram 28 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 58 de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos. Foram apreendidos R$ 22 mil em espécie e uma arma de fogo.

No RS, os mandados  foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, as diligências ocorreram em Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em estabelecimentos prisionais.

Além disso, diligências investigatórias foram realizadas em empresas localizadas nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com apoio das respectivas Polícias Civis.

Participaram da operação 249 policiais civis gaúchos e 50 agentes da Polícia Civil de Santa Catarina.

Início das investigações

A investigação começou após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, em 2023. No decorrer das apurações, constatou-se que a organização criminosa distribuía cocaína e crack em larga escala no Rio Grande do Sul, mediante operações logísticas interestaduais sofisticadas, incluindo a utilização de imóveis alugados em áreas nobres de municípios gaúchos para depósito de entorpecentes e redução do risco de rastreamento.

Bloqueios e descapitalização

O total movimentado pela organização criminosa durante a investigação alcançou R$ 21,33 milhões. O “modus operandi” identificado consistia na lavagem de capitais por meio do sistema financeiro e na inserção de ativos ilícitos na economia formal, especialmente mediante a aquisição de veículos, circulação de valores em espécie, integração e mescla de capital espúrio em empresas reais, de fachada e fantasmas.

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