Sexta-feira, 17 de abril de 2026

Quase dois meses depois, governo gaúcho dá por encerrado o foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim

Após 28 dias sem registro de aves mortas, o governo gaúcho deu por encerrado nessa quinta-feira (16) o foco de gripe aviária na Reserva Ecológica do Taim, no município de Santa Vitória do Palmar. A situação havia sido constatada no final de fevereiro, quando técnicos recolheram sem vida, na Lagoa da Mangueira, aves silvestres da espécie conhecida como “cisne-coscoroba”.

A partir da confirmação do foco, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), mobilizou equipes para a região, utilizando barcos e drones para monitoramento de animais. Dentre as prioridades estavam a de identificar sinais clínicos ou novos casos fatais.

Foram realizadas 95 ações de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Além disso, 22 fiscalizações tiveram como alvo granjas avícolas localizadas em municípios da região, a fim de verificar as medidas de biosseguridade adotadas.

Também conhecida como “influenza aviária”, trata-se de doença viral altamente contagiosa e que afeta principalmente aves. Mas também pode infectar mamíferos como cães e gatos, outros animais e, mais raramente, humanos.

As recomendações incluem evitar a aproximação e tentativas de socorro a animais feridos ou doentes, bem como o contato com animais mortos. Todas as suspeitas, que incluem sinais respiratórios ou neurológicos e mortalidade (alta e súbita) em aves, devem ser notificadas imediatamente à Seapi, na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima, por meio do número (51) 98445-2033 de whatsapp.

“Por se tratar de uma área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Reserva Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.

Após o encerramento do período, a Estação Ecológica do Taim foi reaberta à visitalção. A área de preservação estava fechada desde o dia 3 de março.

Diagnóstico laboratorial

De acordo com fluxo estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza, somente os NIC devem manipular amostras de casos suspeitos de influenza A(H5N1).

No Brasil, os laboratórios que devem manipular amostras são: o Laboratório de Referência Nacional Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizado no Rio de Janeiro, e dois Laboratórios de Referência Regional, localizados no Instituto Adolfo Lutz (IAL) em São Paulo, e no Instituto Evandro Chagas (IEC) em Ananindeua (PA).

Esses três laboratórios são credenciados na OMS como centros de referência para influenza (NIC, na sigla em inglês), os quais fazem parte da Rede Global de Vigilância da Influenza. As recomendações sobre coleta, armazenamento e biossegurança das amostras de casos suspeitos para influenza encontram-se descritas no Guia Laboratorial da Influenza e no Guia para Diagnóstico Laboratorial em Saúde Pública.

(Marcello Campos)

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