Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Quatro comportas do sistema contra cheias de Porto Alegre são fechadas permanentemente

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre concluiu nesta quinta-feira (22) as obras de fechamento definitivo das comportas 8, 10, 13 e 14, localizadas no dique da avenida Castelo Branco. As intervenções, iniciadas há seis meses, culminaram na extinção das passagens que integravam o sistema de proteção contra cheias.

Os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024 fizeram com que o nível do lago Guaíba chegasse a 5,35 metros, superando a cota de inundação de 3,6 metros e inundando a cidade. Quase metade dos bairros foram atingidos e mais de 160 mil pessoas sofreram com as consequências, segundo a prefeitura.

Projetado na década de 1960 pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), o sistema de defesas contra inundações na cidade contava, até a enchente histórica de 2024, com 14 comportas para facilitar a mobilidade da cidade e o acesso à área portuária. No decorrer das últimas décadas, muitas delas deixaram de ser utilizadas – podendo, portanto, ser eliminadas com impacto mínimo à rotina da população.

Ao todo, sete passagens já deixaram de existir em razão das obras iniciadas pelo Dmae após a cheia. Além das quatro fechadas recentemente, foram extintos há pouco menos de um ano os antigos portões 3, 5 e 7, localizados no Muro da Mauá. A comporta 9 também deixará de existir. A obra, já em andamento, demanda o desvio de uma linha subterrânea de energia elétrica. A previsão é de conclusão nos próximos meses.

“Essas são aquelas obras que pouca gente vê, pois estão do lado do rio, mas que são essenciais para proteger Porto Alegre. Foi pela comporta 14 onde mais houve ingresso de água nos bairros Humaitá e Farrapos na enchente de 2024, por isso havia uma demanda muito forte da comunidade para o fechamento desta passagem. Estamos fechando outros trechos, além de reforçarmos aquelas comportas que permanecerão móveis por uma questão de mobilidade”, disse o prefeito Sebastião Melo.

A obra de fechamento definitivo de uma comporta exige, entre outras etapas, a sondagem do solo e a implantação de estacas, que dão sustentação à estrutura construída em concreto armado. No caso da comporta 14, por exemplo, a obra atingiu 20 metros de profundidade em relação ao solo. Com isso, é garantido o suporte a esforços hidráulicos e hidrodinâmicos em caso de novas cheias dos rios.

Veja como ficará cada comporta do sistema de proteção contra cheias:
Comporta 1 – Usina do Gasômetro: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 2 – Cais Embarcadero: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 3 – Mauá x Padre Tomé: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 4 – Mauá x Sepúlveda: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 5 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 6 – Catamarã: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 7 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 8 – extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 9 – Castelo Branco: em obras para fechamento em concreto armado;
Comporta 10 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 11 – São Pedro: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura;
Comporta 12 – Cairu: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura;
Comporta 13 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 14 – Castelo Branco x Voluntários da Pátria: extinta por meio de construção em concreto armado.

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Quatro comportas do sistema contra cheias de Porto Alegre são fechadas permanentemente

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) de Porto Alegre concluiu nesta quinta-feira (22) as obras de fechamento definitivo das comportas 8, 10, 13 e 14, localizadas no dique da avenida Castelo Branco. As intervenções, iniciadas há seis meses, culminaram na extinção das passagens que integravam o sistema de proteção contra cheias.

Os temporais que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024 fizeram com que o nível do lago Guaíba chegasse a 5,35 metros, superando a cota de inundação de 3,6 metros e inundando a cidade. Quase metade dos bairros foram atingidos e mais de 160 mil pessoas sofreram com as consequências, segundo a prefeitura.

Projetado na década de 1960 pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), o sistema de defesas contra inundações na cidade contava, até a enchente histórica de 2024, com 14 comportas para facilitar a mobilidade da cidade e o acesso à área portuária. No decorrer das últimas décadas, muitas delas deixaram de ser utilizadas – podendo, portanto, ser eliminadas com impacto mínimo à rotina da população.

Ao todo, sete passagens já deixaram de existir em razão das obras iniciadas pelo Dmae após a cheia. Além das quatro fechadas recentemente, foram extintos há pouco menos de um ano os antigos portões 3, 5 e 7, localizados no Muro da Mauá. A comporta 9 também deixará de existir. A obra, já em andamento, demanda o desvio de uma linha subterrânea de energia elétrica. A previsão é de conclusão nos próximos meses.

“Essas são aquelas obras que pouca gente vê, pois estão do lado do rio, mas que são essenciais para proteger Porto Alegre. Foi pela comporta 14 onde mais houve ingresso de água nos bairros Humaitá e Farrapos na enchente de 2024, por isso havia uma demanda muito forte da comunidade para o fechamento desta passagem. Estamos fechando outros trechos, além de reforçarmos aquelas comportas que permanecerão móveis por uma questão de mobilidade”, disse o prefeito Sebastião Melo.

A obra de fechamento definitivo de uma comporta exige, entre outras etapas, a sondagem do solo e a implantação de estacas, que dão sustentação à estrutura construída em concreto armado. No caso da comporta 14, por exemplo, a obra atingiu 20 metros de profundidade em relação ao solo. Com isso, é garantido o suporte a esforços hidráulicos e hidrodinâmicos em caso de novas cheias dos rios.

Veja como ficará cada comporta do sistema de proteção contra cheias:
Comporta 1 – Usina do Gasômetro: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 2 – Cais Embarcadero: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 3 – Mauá x Padre Tomé: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 4 – Mauá x Sepúlveda: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 5 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 6 – Catamarã: móvel; recebeu melhorias de vedação e mobilidade;
Comporta 7 – Mauá: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 8 – extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 9 – Castelo Branco: em obras para fechamento em concreto armado;
Comporta 10 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 11 – São Pedro: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura;
Comporta 12 – Cairu: em obras; será móvel e substituída por nova estrutura;
Comporta 13 – Castelo Branco: extinta por meio de construção em concreto armado;
Comporta 14 – Castelo Branco x Voluntários da Pátria: extinta por meio de construção em concreto armado.

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