Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de junho de 2026
Para a alegria do público que lotou a Arena Carioca 1, na manhã deste domingo (21), Rebeca Andrade voltou ao lugar mais alto do pódio da ginástica artística. Depois de uma pausa de quase dois anos para cuidar da mente e do corpo, a maior medalhista olímpica do Brasil venceu a final do salto no Pan-Americano de Ginástica do Rio, com média de 14.266 pontos, e conquistou o ouro em casa.
O dia também contou com duas pratas de Diogo Soares, nas barras paralelas e na barra fixa, e quatro bronzes com Arthur Nory, Thais Fidelis, Sophia Weisberg e Vitaliy Guimarães.
“No segundo salto, eu pensei: ‘Meu Deus, não vai dar’ e, no meio, eu falei: ‘Não, vai dar, você vai ter que chegar’, e isso é muito o que a gente sente no dia a dia. Você chega lá no ginásio e fala: ‘Mano, eu não vou conseguir fazer hoje’ e você vê que consegue, sabe? Foi assim. Eu só fui com tudo e foi maravilhoso”, contou Rebeca.
O primeiro salto da ginasta foi executado praticamente sem falhas e valeu a nota mais alta da disputa: 14.433. Precisando da maior média entre duas tentativas, Rebeca acabou saindo um pouco da linha na chegada, na segunda chance, mas o resultado final não foi comprometido. Com a nota 13.700, a maior campeã do Brasil na ginástica voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, com a média de 14.266, e conquistou a primeira medalha do País no salto em um Pan-Americano.
A canadense Lia Monica ficou com o segundo lugar, com a média de 14.249, seguida pela americana Claire Pease, que levou o bronze, com 13.916.
Durante as classificatórias, na última quarta-feira (17), Rebeca alcançou o maior resultado individual entre todos os aparelhos ao disputar apenas o salto. A brasileira recebeu nota 14.533 e ajudou a seleção feminina a conquistar a prata por equipes e a vaga no Mundial de Roterdã, na Holanda.
Rebeca anunciou o seu retorno às competições em abril, depois de ter tirado um período fora dos holofotes, logo após os Jogos Olímpicos de Paris, na França, onde conquistou um ouro, duas pratas e um bronze. Rebeca escolheu o Pan do Rio como palco da sua volta.
“Foi a melhor decisão que eu tive durante toda a minha carreira. Eu precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, para colocar tudo no eixo, sabe? Eu sentia muitas dores, eu me sentia muito cansada. Precisava desse momento para mim, porque eu sempre me doei muito para a ginástica. Então, agora, estar de volta, mesmo treinando em pouco tempo, consegui me apresentar dessa maneira, no salto”, disse a ginasta.