Sábado, 11 de abril de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 11 de abril de 2026
Documentos da Receita Federal à CPI do Crime Organizado desmontam a versão do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes sobre uso de jatinho do Banco Master. A versão é que se tratava de fretamento e o valor descontado dos R$3,6 milhões mensais pagos ao escritório. Barci de Moraes tentava afastar as hipóteses de doação ou benefício indevido, mas, segundo fontes da CPI, os papéis da Receita apontam pagamento integral das parcelas mensais de R$3,6 milhões, sem qualquer abatimento ou retenção pelo suposto aluguel do avião.
Sem registro contábil
Também não há ou não foram apresentados registro contábil, nota fiscal ou comprovante de transferência que comprove o desconto alegado.
Imposto não perdoa
Independentemente de locação ou doação, o benefício econômico auferido pelo escritório obriga o recolhimento de tributos.
Sem comprovantes
Dependendo da natureza jurídica do fretamento, são devidos IRRF, PIS, Cofins, CSLL, talvez IOF ou ITCMD. Mas nada indica que foram pagos.
Situação só piora
A evidência apresentada, se confirmada, pode transformar uma simples justificativa contábil em indício concreto de irregularidade fiscal.
Emenda parlamentar banca baderna de indígenas
O badernaço que indígenas fizeram ao longo da semana em Brasília, o tal Acampamento Terra Livre, contou com um caminhão de dinheiro do pagador de impostos para bancar o evento, que teve até incendiários que, literalmente, tocaram fogo no centro da capital, e mobilizou bombeiros. Uma das entidades envolvidas na (des)organização é a Apoinme, que como toda ONG “sem fins lucrativos”, adora mamar na teta do dinheiro público: colocou nos cofres R$900 mil desde o ano passado.
Bancou tudo
Toda essa grana veio de emenda parlamentar da deputada federal Célia Xakriaba, do Psol mineiro. Só este ano, foram R$700 mil.
Rateio
As emendas foram pagas por meio de dois ministérios, R$600 mil pela pasta dos Povos Indígenas e o restante pela pasta das Mulheres.
Reincidência
Na edição de 2025, a coluna revelou outro descalabro: R$100 mil do SUS usados para financiar a quizumba, que tinha caminhonetes e SUVs.
Por aí
O nome do presidente da Ong Apoinme, Paulo Henrique de Oliveira, é recorrente na lista de pagamentos do governo federal. Fez dezenas de viagens por conta do pagador de impostos, ao menos 35.
Flávio na liderança
A pesquisa é do Veritá (registro nº BR-02476/2026): Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para presidente. O levantamento aponta que o senador tem 35,9%. Lula (PT) aparece atrás, com 33,2%.
Quem tem amigo…
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) chamou o PGR Paulo Gonet de “prevaricador” e o acusou de blindar aliados, após parecer apontar que não há indícios contra ministros do STF no escândalo do Banco Master.
PF quer saber
Relator da indicação de Jorge Messias ao STF e delatado por Maurício Camisotti, Weverton Rocha (PDT-MA) será inquirido pela PF sobre o roubo aos aposentados. Foi o primeiro político citado na CPMI do INSS.
Amiga de Lulinha
Além do pedetista Weverton Rocha, outra pessoa ligada ao lulismo terá que explicar à PF sua participação no rolo do INSS: Roberta Luchsinger. É amiga íntima de Lulinha, o filho do presidente.
Separados no embarque
Apesar de irem para a mesma agenda em São Paulo e como não tiram a passagem do próprio bolso Lula e Geraldo Alckmin viajaram em aviões diferentes. Vice não pode viajar no mesmo avião do titular do cargo.
Julgando muito
“Estamos sucumbindo a esse fetiche de que a nossa palavra é a última, sempre é a melhor, e não é essa a função do tribunal”, sentenciou o ministro do STJ Marco Aurélio Bellize. E seguiu: “julgando muito, e mal”.
Zanicotti reeleito
Francisco Zanicotti permanece como procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná no biênio 2026-2028. Reeleito, conseguiu aprovação de 89% dos colegas.
Pergunta nos 3 Poderes
Se tem que explicar vídeo do filho, não tem que explicar viagem em jatinho de banqueiro?
PODER SEM PUDOR
O gato é bravo…
Três dias após renúncia de Jânio Quadros (28 de agosto de 1961), o deputado udenista Adauto Lúcio Cardoso subiu à tribuna para atacar os ministros militares que se opunham à posse do vice João Goulart, que visitava a China. Adauto, adversário de Jango, propôs enquadrar os militares na Lei de Segurança Nacional e por crime de responsabilidade. Seu colega Aliomar Baleeiro (UDN) pediu um aparte para concordar com ele “em gênero, número e grau”, mas fez uma pergunta incômoda: “Quem é que vai colocar guizo no gato? Eu é que não vou…
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)