Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 17 de fevereiro de 2026
Diante da operação da Polícia Federal (PF) para apurar vazamento de dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus parentes, a Receita Federal informou nessa terça-feira (17) que, desde 2023, foram ampliados os controles de acessos às informações com forte restrição aos perfis de acesso e aumento de alertas e concluiu sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões, além de sanções a servidores.
O órgão reforçou não tolerar qualquer tipo de desvio, especialmente relacionados ao sigilo fiscal.
“A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal”, diz a nota da Receita.
Mais cedo, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito da investigação que apura o vazamento de dados da Receita envolvendo autoridades.
Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, a operação atendeu a um pedido da PGR.
Na nota, a Receita destacou que antes da operação realizada nessa terça, abriu auditoria prévia para apurar as suspeitas. Esse procedimento ainda está em andamento.
“Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em noticias veiculadas pela imprensa”, afirmou a instituição. (
O Supremo informou em nota nessa terça que investigações iniciais da PF identificaram “diversos e múltiplos acessos ilegais” a dados sigilosos de ministros da Corte e de parentes por parte de servidores da Receita Federal.
Segundo documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes pela Procuradoria-Geral da República (PGR), mencionado na nota divulgada, os dados sigilosos foram explorados de forma “fragmentada e seletiva” para “produzir suspeitas artificiais” contra autoridades públicas.
Conforme o STF, os servidores são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que são servidores da Receita Federal ou funcionários públicos de outros locais que estão cedidos ao órgão. (Com informações do portal da revista Veja)