Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de junho de 2026
As Ebaps (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais) dos bairros Sarandi e Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre, estão sendo ligadas à rede de energia que atenderá exclusivamente as estruturas operadas pelo Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos). As casas de bombas 6, 9, 10, 20 e 21 fazem parte da quarta etapa das obras contratadas junto à CEEE Equatorial, que devem ser concluídas em novembro.
“Estamos criando uma rede exclusiva e redundante para as principais estruturas do sistema. Na prática, isso significa que, se uma fonte de energia falhar, outra assumirá automaticamente a operação, reduzindo riscos de interrupção justamente nos momentos em que esses equipamentos são mais necessários”, explica o diretor de Proteção Contra Cheias e Drenagem Urbana do Dmae, Alex Zanoteli.
Além do lote 4, que já se encontra na fase de implantação dos novos postes, também está em andamento o lote 3, ainda na etapa de projetos. Os dois primeiros já foram entregues, garantindo a dupla alimentação de energia elétrica às ETAs (Estações de Tratamento de Água) Moinhos de Vento, São João, Menino Deus e Tristeza, bem como à Ebap 7, localizada na avenida Sertório.
Com investimento de R$ 18 milhões, a iniciativa busca garantir o funcionamento ininterrupto das 37 principais unidades dos sistemas de drenagem urbana (22 casas de bombas), abastecimento de água (11 estruturas) e esgotamento sanitário (três estações) em Porto Alegre. Com isso, a medida reduz os impactos de eventos climáticos extremos sobre a prestação dos serviços.
O subsistema de fornecimento contará com mais de 44 quilômetros de extensão. O projeto inclui ainda a instalação de 68 religadores telecomandados, que poderão ser operados remotamente pela concessionária, reduzindo o tempo de resposta em ocorrências. Atualmente, a principal alternativa em caso de falha no fornecimento depende do acionamento de geradores, que possuem alto custo de manutenção e estão sujeitos a falhas operacionais.
Condutos forçados
As obras de proteção contra cheias realizadas nos condutos forçados Álvaro Chaves, Polônia, Miguel Couto e Areia entraram na fase final. Após a conclusão das intervenções civis, o Dmae trabalha na instalação das novas tampas herméticas responsáveis pela vedação das estruturas. A previsão é de conclusão das intervenções nas próximas semanas.
Pôlderes 7 e 8
As obras imediatas para proteção da área localizada entre os bairros Anchieta e Sarandi, na Zona Norte, foram contratadas por R$ 24,2 milhões. A previsão é de emissão da ordem de serviço nos próximos dias. O projeto prevê a construção de um novo dique próximo ao Arroio Passo das Pedras e a instalação de mecanismos de fechamento nas galerias entre o Arroio Areia e o rio Gravataí.
Comportas
As obras nas comportas 11 e 12 serão concluídas em julho. As novas estruturas móveis de proteção estão em fase final de fabricação. As obras civis também registram avanços significativos, estando na fase de acabamento dos trilhos. As novas comportas foram projetadas especificamente para suportar a carga hidrodinâmica exercida pelo rio Jacuí na região.
As demais passagens já têm obras concluídas. As comportas 3, 5, 7, 8, 9, 10, 13 e 14 foram extintas. Já as estruturas móveis do Muro da Mauá passaram por um processo completo de modernização. As comportas 1, 2, 4 e 6 receberam melhorias de vedação, mobilidade e operação.
Casas de bombas
A licitação para as obras de resiliência climática nas Ebaps (Estações de Bombeamento de Águas Pluviais) 1, 3 e 4, na área central, está em fase de análise das propostas recebidas. Paralelamente, os trabalhos já estão em andamento nas Ebaps 5, 6, 8, 10, 12, 17, 18 e 20, que estão na etapa de elaboração e consolidação dos projetos executivos.
As intervenções incluem a qualificação das estruturas prediais, além do fornecimento e da instalação de novos equipamentos eletromecânicos. Parte das bombas verticais será substituída por modelos submersíveis, mais adequados para operação em situações extremas. Os painéis de comando serão elevados, e geradores de energia passarão a ser instalados de forma permanente nas unidades.
Ebab Moinhos de Vento
A Estação de Bombeamento de Água Bruta Moinhos de Vento também passa por obras de proteção contra cheias. O objetivo é corrigir as falhas que possibilitaram a entrada da água do rio pela unidade operacional durante a cheia histórica de 2024. A previsão é de conclusão em julho.
Usina do Gasômetro
A Smoi (Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura) trabalha na contratação das correções pontuais no prédio da Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, visando à proteção da estrutura em caso de cheia do Guaíba. A previsão é de início das obras nas próximas semanas.
Malha ferroviária – Os trilhos da empresa Rumo, que fragilizam o sistema de proteção contra cheias na avenida Ernesto Neugebauer, receberão obras do Dmae nas próximas semanas. A previsão é de que as melhorias sejam concluídas em menos de um mês após o início das intervenções.
Diques
Equipes da prefeitura, lideradas pelo Demhab (Departamento Municipal de Habitação) e pelo Escritório da Reconstrução, seguem trabalhando no acolhimento das famílias que residem na área do trecho 3 do Dique do Sarandi. A última etapa de intervenções na estrutura de proteção contra cheias, contemplando dois quilômetros de extensão, será iniciada assim que a área estiver liberada.
Os trechos 1 e 2 do dique já tiveram a reconstrução concluída, totalizando 1,5 quilômetro de estrutura com cota superior a 5,8 metros em relação ao rio Gravataí. O mesmo ocorreu no dique localizado junto à sede da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), que passou por obras entre julho de 2024 e janeiro de 2025. O Muro da Mauá, no Centro Histórico, também recebeu intervenções, com revisão estrutural e correção das patologias identificadas.