Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

Referência aos clássicos, fotografias e automobilismo são destaque na agenda da Feira do Livro

O escritor e doutor Gilberto Schwartsmann esteve autografando os seus livros “Divina rima: um diálogo com a Divina Comédia, de Dante Alighieri”, e o “Gabinete de Curiosidades”, na última segunda-feira (8). A cerimônia ocorreu às 17h30min, no Pavilhão de Autógrafos na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. Sobre a primeira obra citada, o autor revela na sinopse o que motivou o diálogo com a obra Divina Comédia, de Dante Alighieri, um dos maiores clássicos da literatura ocidental. A obra de Schwartsmann também é escrita em tercetos, mesma técnica criada por Alighieri e utilizada em sua obra.

Sinopse: Meu primeiro contato com A Divina Comédia se deu quando adolescente. Minha professora de História, Dona Giselda, disse que, se eu realmente tivesse interesse na boa literatura, deveria ler a obra-prima de Dante. Tratei logo de adquirir uma tradução em português na Livraria do Globo, no centro de Porto Alegre. A funcionária me confidenciou que poderia conseguir outras duas edições, uma em espanhol e outra em italiano. Seu pai vendia livros usados. E me presenteou com outra edição em português, de José Pedro Xavier Pinheiro, de 1965. Dona Giselda surpreendeu-me dias depois com uma tradução para o francês, da Les Meilleurs Auteurs Classiques, editada pela E. Flammarion, de Paris.

Sinopse: Gabinete de Curiosidades é o título do poema que abre e nomeia este livro. Os tais gabinetes, ou “Câmaras de Maravilhas”, surgiram na Europa nos séculos XVI e XVII. Eram locais em que coleções de objetos curiosos ou raros eram agrupadas e expostas. Eram mantidos por reis, príncipes, nobres, burgueses mais abastados e artistas. Poesia é bom de se ler, mas é muito melhor de se ouvir. Quando Max, personagem de outra obra do autor, conversava com dois demônios travestidos de gente, alguns dias após a obra ser lançada sem sucesso numa livraria siberiana, foi esse o conselho que escutou. Mas já era tarde. E tudo virou prosa. Mas há sempre a possibilidade maravilhosa de se procurar a poesia escondida dentro da prosa.

Outro destaque do início da semana foi a presença do autor Miguel Antônio de Oliveira Duarte, que autografou o seu livro “Photographos no Rio Grande do Sul (1848-1948)”. A obra é fruto de pesquisas de quase duas décadas e está dividida em duas partes: na primeira parte, as biografias de 34 profissionais com exemplos de suas artes e, na segunda parte, listagens pelas localidades em que atuaram.

Na última sessão, iniciada às 19h, os autores Luiz Fernando Andreatta e Paulo Roberto Renner, autografaram o livro “Automobilismo no tempo das carreteras em especial no Rio Grande do Sul”. A obra traz muita informação sobre corridas e curiosidades automobilísticas das décadas de 1920 até 1960, através depoimentos de pilotos, autódromos, fotografias, entre outros. Para saber mais sobre o que rolou nessa segunda-feira (8) e a programação completa da Feira do Livro de Porto Alegre, clique aqui.

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